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Antonio
Fagundes em Deus É Brasileiro: do
tradicional Luiz Gonzaga ao eletrônico |
Atual
campeão de bilheteria do cinema nacional, com cerca
de 1,3 milhão de espectadores em quase dois meses
de exibição, Deus É Brasileiro tem
trilha sonora calcada em sons e músicos nordestinos.
Os destaques do CD são gravações inéditas
de Djavan e Lenine. Já o grupo pernambucano Cordel
do Fogo Encantado compôs “Os Anjos Caídos
(A Construção do Caos)” a partir do
conto de João Ubaldo Ribeiro (O Santo Que Não
Acreditava em Deus) que serviu de base para o filme
de Cacá Diegues.
As gravações inéditas de Djavan e Lenine
foram produzidas
por Chico Neves. O alagoano Djavan entoa à moda dos
cantadores nordestinos o tema “Lua de Abertura”
– que intro-
duz a trilha e o filme – e ainda recria, de forma
pungente, “Melodia Sentimental”, um dos carros-chefes
do repertório de Villa-Lobos (a canção
aparece ainda em camerística versão instrumental).
Já o pernambucano Lenine regrava com propriedade
“A Vida do Viajante”, sucesso de Luiz Gonzaga
que também aparece na voz do Rei do Baião.
Apesar dessas participações estelares, o mote
da trilha são os sons nordestinos mais antenados
com o mangue beat (o disco inclui a gravação
original de “Rio, Pontes e Overdrives”, de Chico
Science e Nação Zumbi) e com a cena eletrônica,
representada por DJ Dolores, em “Para um Dub no Recife”.
Nessa seara, a novata Banda Ôxe se destaca com “Na
Rede”.
Deus é nordestino e moderninho
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