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Exposição - Arte Contemporânea
Jorge Guinle
- Coleção Marcio Espindula
Filho de Jorginho Guinle foi uma referência
para a pintura brasileira
Lígia
Canongia
Foto:
Sagrilo
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Jorge Guinle
foi um dos artistas mais notáveis da chamada Geração
80. Descendente de uma das famílias mais ilustres do País
e filho do playboy Jorginho Guinle, sofreu o descrédito da
crítica no início da carreira, até que sua
obra se firmou com a importância que sempre tivera. Pintor
e desenhista, ele foi o líder intelectual do movimento pós-moderno
no Brasil, escrevendo sobre as questões que orientavam suas
obras e de seus amigos, assim como de artistas internacionais. Saiu
das páginas das colunas sociais para ganhar espaço
das melhores críticas de arte. Morto em 1987, aos 40 anos,
Jorge Guinle construiu, em pouco mais de dez anos, uma carreira
que o tornou referência para a pintura contemporânea,
e mereceu Sala Especial na 20.ª Bienal Internacional de São
Paulo, em 1989, já como homenagem póstuma.
A exposição
Jorge Guinle - Coleção Marcio Espindula, na galeria
de arte do Museu Ferroviário Vale do Rio Doce, em Vitória,
comemora, a um só tempo, a produção do artista
e uma das maiores coleções do Espírito Santo.
A mostra exibe telas e desenhos pertencentes ao acervo pessoal do
marchand Marcio Espindula e revê as qualidades do traço
e da pincelada de Guinle. Sua obra teve influência de Picasso
e Matisse, mas a fonte de referência principal vem da Action
Painting norte-americana, da qual captou a pulsação
rítmica do gesto, a energia cromática e a extroversão
subjetiva. Mas Jorge Guinle sabia que não era possível
"imitar" os mestres da arte moderna e os tratava de forma
irreverente e plena de humor, dizendo que podia apenas "brincar
com os deuses". Construiu assim, a reboque da inspiração
histórica, uma obra nova que ironizava a tradição.
Rigor e irreverência
Até 9
de março - Museu Ferroviário Vale do Rio Doce - Antiga
Estação Pedro Nolasco, Vitória - ES
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