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Cinema - Comédia
Vinte Encontros
Diretor iniciante tenta ser original ao filmar
encontros românticos reais
Neusa
Barbosa
Foto: Divulgação
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Até
pouco tempo atrás, o americano Myles Berkowitz era como qualquer
cineasta independente do mundo: tinha pouco dinheiro (cerca de US$
60 mil) e uma idéia na cabeça. Resolveu fazer uma
pequena comédia, Vinte Encontros, sobre suas nem sempre bem-sucedidas
tentativas de arranjar uma namorada. Saiu com um Prêmio de
Público do Slamdance Film Festival/98, um dos eventos alternativos
que, nos Estados Unidos, tentam concorrer com o agora badaladíssimo
Festival de Sundance.
Berkowitz pretende
ser original, filmando de verdade seus encontros românticos
com 20 moças em Los Angeles, onde mora. Deu problema de saída,
porque a lei na Califórnia proíbe que qualquer um
seja filmado sem autorização - o que rendeu alguns
processos ao cineasta iniciante.
O problema é
que a proposta se esgota antes da filmagem terminar. O diretor diz
que é porque ele acha a namorada ideal (Elisabeth Wagner),
mas seu produtor insiste em que ele saia com outras garotas - o
que cria espaço para a ponta de Tia Carrere (True Lies),
único nome famoso deste elenco. A única piada do filme
não segura a onda desta produção imodesta,
em que Berkowitz fica diante da câmera praticamente o tempo
todo.
Piada longa demais
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