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Cinema - Suspense
Stigmata
Filme estrelado por Patricia Arquette coloca
a Igreja Católica em cheque
Wladimir
Weltman
Foto: Divulgação
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Stigmata é
a segunda estréia desta virada de milênio que tem tudo
para deixar a Igreja Católica e, principalmente, Roma, loucas
da vida. Primeiro veio O Fim dos Dias, que estreou no Brasil na
sexta-feira 3, em que Arnold Schwarzenegger tenta salvar a humanidade
da volta prometida do anti-Cristo. Em janeiro é a vez da
comédia Dogma, que conta a história nada ortodoxa
dos anjos caídos.
Em Stigmata
não temos um mocinho por quem torcer, mas há um vilão
óbvio na história. O filme parte do princípio
de que o Vaticano não é lá muito católico
na hora de divulgar a palavra do Senhor. Segundo a versão
do diretor e roteirista Rupert Wainwright, o verdadeiro evangelho
de Cristo teria sido descoberto em 1945 e diz que o Reino de Deus
é "dentro dos homens" e não nos "templos
de pedra" comandados pela Basílica de São Pedro,
em Roma. Monta, então, um filme que expõe as chagas
da Igreja.
O filme começa
e acaba no Brasil, num lugar fictício e mal ajambrado chamado
Belo Quinta (nada mais natural que fosse localizado no México
e não no Brasil). Lá, um padre-cientista do Vaticano,
Andrew Kiernan (Gabriel Byrne, Os Suspeitos), responsável
por pesquisar fenômenos milagrosos pelo mundo, encontra uma
imagem da Virgem Maria que chora lágrimas de sangue. De volta
a Roma, é impelido por seu superior, o cardeal Houseman (Jonathan
Pryce, Brazil, O Filme), a esquecer o caso. Dias depois, Kiernan
recebe nova missão: visitar uma portadora de stigmata - as
chagas de Jesus - nos EUA. Trata-se de Frankie Paige (Patricia Arquette,
A Estrada Perdida) - uma cabeleireira da Pensilvânia, que
não acredita em Deus e passa as noites dançando em
boates e transando sem proteção com o namorado. Depois
de receber um rosário vindo do Brasil, a garota começa
a apresentar ferimentos semelhantes aos que Jesus recebeu em seu
suplício: sinais de cravos nos pulsos e nos pés, chicotadas
nas costas e ferimentos de espinhos na cabeça.
O filme dará
o que falar, mas a Igreja brasileira não tem muito o que
temer. Afinal, o herói continua sendo o Nazareno da cruz.
O fim do mundo 2
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