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Cinema - Ping-Pong
Patricia
Arquette
Atriz de Stigmata conta que costumava sonhar
que tinha as chagas de Cristo.
Wladimir
Weltman
Foto: Divulgação
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Estão
dizendo que este é o novo O Exorcista.
O Exorcista foi o primeiro do gênero, que abriu o caminho
para os outros. É um grande filme e continua prendendo nossa
atenção ainda hoje. Mas o nosso filme, mesmo que reverenciando
a memória de O Exorcista, vai além. Stigmata vai em
frente e deixa a sua própria marca.
Você
é religiosa?
Resolvi fazer este filme por causa de minhas crenças religiosas.
Meu pai era cristão e converteu-se ao islamismo e a minha
mãe era judia. Já o meu irmão tornou-se budista
e o resto de nós estudou numa escola católica. Aprendi
a respeitar as diferentes religiões. No fundo, todas são
muito parecidas. Minha relação tem sido sempre uma
relação direta com Deus.
Você
tem algo em comum com a personagem do filme?
Quando jovem, sonhava em ter os sinais de stigmata. Costumava olhar
para as minhas mãos, me esforçando para que elas desenvolvessem
os sintomas. Achava que, se conseguisse, ouviria os anjos cantarem.
Quando fiquei sabendo do roteiro deste filme, fiquei superexcitada.
É
verdade que no set do filme aconteceram coisas inexplicáveis?
No primeiro dia de filmagem, estávamos numa igreja e havia
uma estrutura de madeira no teto que desmontou e caiu. Não
fosse por uma estátua de Cristo, que amparou a queda, aquilo
teria desabado sobre nossas cabeças e certamente teria matado
alguém. Por via das dúvidas, todos os dias antes de
rodar, a gente rezava.
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