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Qual
o perfil dos pacientes que mais
procuram seu consultório?
São pais que não sabem mais o que fazer com o filho
ou que surpreendem o filho fumando maconha e entram em depressão.
Há desde pais que são avós até casais
que estão planejando ter filhos e já estão
preocupados com a educação.
Quanto
custa sua consulta?
São R$ 500 a entrevista de 40 minutos.
A turma pensa que eu cobro caro, porque sou um especialista e sou
famoso. Mas cobro a média. Uma palestra, em São Paulo,
custa R$ 5 mil.
A que atribui o sucesso dos seus livros?
Quando eu falo, as pessoas param para ouvir, porque sou
um cara que, com poucas palavras, começo, explico e termino
uma idéia. É difícil um psicoterapeuta fazer
isso. Eles gostam de dar aquelas explicações com palavras
que às vezes não se entende, com um fluxo complicado
de pensamento e não chegam a um resultado. Isso me favorece,
é a característica dos meus livros e como funciono
na terapia. Como terapeuta, tenho resultados excelentes em pouco
tempo.
Quando
o senhor começou a perceber que era bom comunicador?
Sempre fui bom comunicador e fui aperfeiçoando.
Na faculdade, fiz show-medicina (grupo de atores/palhaços
que imitavam professores, se travestiam de mulher, encenavam peças).
Depois, como professor da faculdade, minhas aulas eram sempre concorridas.
Nos anos 80, fui fazer uma coluna semanal de 30 minutos num programa
feminino da Rede Record. A apresentadora me fazia as perguntas mais
cabeludas sobre o que acontecia na semana. Foram dois anos. Peguei
prática. Depois fui para a Bandeirantes por um ano. E até
hoje me chamam. No Xou da Xuxa, fiz uma temporada no quadro
“Papo Xério”.
O
que acha da maneira com que Xuxa
expõe a filha na mídia?
Xuxa está no ramo dela, na mídia.
O pai médico não leva filho para brincar no playground
do hospital quando está de plantão? Ela também
leva a Sasha para o local de trabalho. Não vejo isso como
hiperexposição desnecessária. Existem mães
que, se a menina de dois anos dança um pouquinho, já
querem levar para programas de tevê. A Xuxa não difere
de qualquer outra mãe. Ela se diferenciou na maneira que
procedeu na hora de ter o filho. Mas o prejuízo não
está na forma como a criança nasce e sim como se conduz
sua educação.
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