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03/03/2003

   
 
AP
Nicole Kidman: “É muito fácil você se enclausurar e dizer: ‘Eu não quero sair, estou com vergonha e não quero que ninguém olhe para mim’. Luto contra isso o tempo todo porque não quero viver minha vida desse jeito”
Divulgação
Com nariz postiço
para interpretar Virginia Woolf em As Horas

 

Cinema - Nicole Kidman
O amor depois da dor
Indicada ao Oscar pela interpretação
em As Horas, Nicole Kidman diz que
espera se apaixonar de novo e que
tentou extrair sabedoria dos momentos
difíceis após a separação de Tom Cruise

Bill Coles, da Agência CityFiles
Exclusivo para IstoÉ Gente

 

Depois de passar por maus bocados com a dissolução do casamento de dez anos com o ator Tom Cruise e por todos os boatos que se seguiram à separação, Nicole Kidman está dando a volta por cima. Sua carreira melhorou mil por cento. Ela foi indicada ao Oscar no ano passado por Moulin Rouge – Amor em Vermelho. Neste ano, tem toda a chance de levar a estatueta para casa por sua interpretação de Virginia Woolf em As Horas, que estréia na sexta-feira 28 no Brasil. Ela não esconde que foi difícil enfrentar todos os problemas, mas, surpreendentemente, afirma, na entrevista a seguir, que deseja se apaixonar novamente.

Como foi interpretar Virginia Woolf no filme As Horas?
Virginia Woolf produziu uma literatura à qual você precisa dedicar um tempo em sua vida. Para mim, neste momento,
foi interessante ler sobre ela. Era uma mulher que agarrava todos os grandes assuntos – morte, loucura e amor. Eu
fiquei muito nervosa, mas também senti que era uma
época ótima para fazê-la, porque todas as minhas emo-
ções estão na superfície.

Como está sua carreira?
Eu tive uma carreira estranha. Nada do que eu fiz e que as pessoas disseram que ia ser um sucesso funcionou. Mas os papéis que pareciam estranhos tendem a ser as coisas em que estou melhor. É um caminho imprevisível e nunca se sabe o que está na esquina. Sou uma mãe que trabalha como qualquer outra e estou tentando manter todas as bolas no ar ao mesmo tempo. É difícil, mas divertido. E, por sorte, tenho duas crianças muito tolerantes.

Como suas crianças estão lidando com tudo isso?
Minha prioridade são meus filhos. Quero ter dois filhos que cresçam e digam: “Nós somos felizes e saudáveis e nós amamos você, mamãe”. Eu quero conhecê-los e sou capaz de desistir de tudo por isso. Tanto Tom quanto eu nos dedicamos a fazer com que eles não sejam parte de Hollywood. Queremos que eles experimentem a vida e
criem suas próprias identidades baseados em quem eles
são, não em quem seus pais são.

É muito cedo para falar de seus sonhos para o futuro?
Ainda acredito no amor. Eu sempre acredito no amor, em suas possibilidades. Estou sempre ansiosa pelo futuro.

Como você lidou com a separação?
Sou australiana e estou acostumada a colocar todas as cartas na mesa. Eu gosto de falar sobre quem sou, o que estou experimentando, e espero estar aberta e livre na minha vida. Agora, estou numa situação em que não posso fazer isso. É difícil. O que aconteceu comigo foi muito difícil, mas espero que tenha me dado sabedoria e compaixão. Acredito que qualquer experiência dolorosa faz você ficar mais sábia e mais compreensiva. Já que essas coisas acontecem, gostaria de pensar que eu posso crescer com elas.

Esse é um jeito interessante de olhar para o problema. Você ainda é romântica?
Sim, ainda sou romântica. Acredito no destino e que existe uma alma gêmea lá fora para cada um de nós. Estou determinada a continuar acreditando nisso. Tudo isso me
deu sabedoria. Estou vivendo um dia de cada vez. Não
tenho um plano. Faço o melhor como mãe e como mulher
e espero que seja o suficiente.

Continua otimista?
Não importa seu passado, o que acontece na sua vida –
você ainda pode se apaixonar. Eu adoraria me apaixonar
de novo só pelo frio na barriga. É bobo falar de casamento
de novo, pelo amor de Deus, mas você pode se apaixonar.
Há sempre uma esperança de se apaixonar de novo e
você consegue, mesmo se você souber que não vai
terminar do jeito que você espera.

Sua família foi importante nesses momentos difíceis?
Tenho sorte de ter uma mãe e um pai que sempre me apoiaram e um grupo de amigos que foram extraordinários para mim nos últimos tempos. É muito fácil você se enclausurar e dizer: “Eu não quero sair, estou com vergonha e não quero que ninguém olhe para mim”. Luto contra isso o tempo todo porque não quero viver minha vida desse jeito.

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