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10/02/2003

   
 
Fotos: AP
Em 1993, na ilha de Lefkas, na Grécia
Fotos: AP
Com o pai Thierry Roussel, que já foi apresentado a
Doda pela filha
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US$ 5 bilhões
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da mãe
Ricardo StuckertEntrevista- “Athina nasceu para ser uma pessoa simples”

 

Capa
O cavaleiro e a herdeira
de US$ 5 bilhões
continuação

 
Fotos: AP
Aos 12 anos, com o pai, a madrasta e o meio-irmão Erik, que tem a mesma idade de Athina

Por causa da filha, Doda pensa em voltar a morar no Brasil. Já falou com patrocinadores e a idéia é montar uma estrutura de treino no País. Assim, ele ficará em contato diário com Viviane. “Amo muito minha filha. Outro dia estávamos dormindo juntos e eu pedi para ela contar uma história para eu dormir”, relata, com a voz embargada. A menina disse então a Doda: “Era uma vez uma menininha loirinha que amava o pai muito. Papai vai pegar o avião. Quero ir!”. Ele quase chora ao lembrar. E também segura as lágrimas ao recordar a viagem que fizeram a sós em agosto à Costa do Sauípe, litoral da Bahia. Brincaram na piscina, cataram conchinhas na praia e tiraram fotos à beira-mar. Se a mudança se concretizar, o que acontecerá com o namoro ainda é uma interrogação. “Se consegui ficar um tempo longe da minha filha, vou ter que ficar longe da Athina”, diz.

Fotos Arquivo Pessoal
Athina com a família, em Ibiza, na Espanha, em 1992. Ela cresceu na Suíça e há três anos sua paixão por cavalos a levou para a Bélgica

O apelido Doda surgiu de alguma palavra ininteligível que ele pronunciou quando criança. Desde pequeno, o filho mais velho de Elizabeth e Ricardo nunca foi de falar muito. Em casa, ao dormir, sonhava com o amigo que queria ter: um cavalo forte que o seguia em tortuosas ruas apinhadas de carros. No sonho ele andava no meio do burburinho de pessoas e sons e o cavalo nunca o abandonava. Seu coração só se acalmou quando montou num cavalo pela primeira vez, aos 9, em Caxambu, interior de Minas Gerais. “Eram cavalos maltratados, não tinha graça”, diz Doda. Na época deve ter dito a mesma coisa ao pai que, prontamente, o levou à Hípica Santo Amaro, em São Paulo, para montar “cavalos de verdade”.

Paulo Pinto/ AE
Um dos melhores cavaleiros do Brasil, Doda ganhou medalha de bronze em Atlanta e Sydney: “Se Athina treinar bastante pode chegar ao nível dele”, diz Nelson Pessoa

Surpresa para o pai e para ele, a primeira reação de Doda ao subir num cavalo grande e forte foi chorar convulsivamente. O pai tirou uma foto para mostrar, no futuro, “como aquele medo era idiota”. Acostumado a viver entre cavalos na vila militar Andrade Neves, no Rio de Janeiro, onde o avô do cavaleiro trabalhava, Ricardo não tinha limites na pressão para o filho montar. “Ele se jogou no chão para mostrar que não machucava cair do cavalo”, lembra Doda. Se o filho ameaçava desistir, o pai engrossava: chegou a deixá-lo de cueca e jogou suas botas no mato para forçá-lo a saltar. A estratégia deu certo e, entre a turma de amigos de hípica, ele foi o único a seguir carreira. “As pessoas diziam que meu pai forçava e me fazia sofrer. Na verdade eu sofria à noite em casa de tanta tristeza por não ter coragem para saltar.”

Desde 1984, quando foi campeão pela primeira vez pela categoria mirim com a égua Penumbra Pamcary, Doda passou a colecionar títulos. O ápice foram as duas medalhas olímpicas conquistadas em Atlanta e Sydney. Na equipe
de quatro cavaleiros estava Rodrigo Pessoa, grande expoente do esporte e quase vizinho de Doda na Bélgica. Rodrigo
foi um dos que agüentou a lavagem cerebral que o companheiro tentava fazer em Sydney: pendurou carto-
linas até no banheiro com dizeres que, como mantras, afirmavam repetidamente que eles tinham de ser cam-
peões. “Eles acabaram acreditando na equipe e ven-
cemos”, comemora Doda.

Até chegar a sua maior vitória, porém, o cavaleiro teve de ultrapassar o maior obstáculo: sua mãe. “Ela não queria deixar eu parar a escola”, diz Doda. Depois de muita insistência, choradeira e pressão paterna, Doda parou de estudar no segundo ano do segundo grau. Mudou-se para a Bélgica em 1995 para treinar. “Não me arrependo. Vejo amigos que fizeram faculdade e hoje não têm nem emprego. Tenho meus patrocinadores, não preciso comprar cavalos e vivo bem com meus prêmios”, conta. Dinheiro, aliás, é um assunto que Doda trata com mais seriedade do que o normal. Sabe das especulações em torno de seu relacionamento com a herdeira bilionária. “Quem me conhece sabe que não tenho interesse nisso. Quem não acredita, com o tempo vai me conhecer e ver o carinho que tenho pela Athina”, diz ele.

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