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03/02/2003

   

Política
Deputados Problema
Vanderlei de Souza, do Prona, e Pinheiro Landim, do PMDB, ainda nem tomaram posse na Câmara, mas estão com os mandatos ameaçados

Luís Edmundo Araújo e Cecília Maia

 
Fotos: O Globo
Vanderlei de Souza (à esq.) e Pinheiro
Landim:
paradeiro ignorado dias antes
da posse marcada para sábado 1º
Os últimos períodos legislativos foram marcados por cassações de mandato, renúncias e brigas
de baixo nível. O novo Congresso, que toma posse no sábado 1º para mais um período de quatro anos, não será diferente. Conduzidos
à Câmara dos Deputados nas últimas eleições, o novato Vanderlei de Souza (Prona) e o vetera-
no Pinheiro Landim (PMDB) começam o ano político na berlinda.

MANDATO DE 275 VOTOS

Com 189.325 votos, o médico homeopata Vanderlei Assis de Souza perdeu sua
primeira eleição, para o Senado, em 1994. Dois anos depois, não passou dos 22.901
votos na disputa para prefeito do Rio de Janeiro. Em 2000, os 3.479 eleitores não
foram suficientes para levá-lo à Câmara de Vereadores carioca. No ano passado,
o médico não precisou de mais de 275 votos para se eleger deputado federal em
São Paulo. Mas ainda não pôde comemorar.

Beneficiado pelos 1,57 milhão de eleitores de Enéas Carneiro, Vanderlei foi excluído do cadastro de eleitores de São Paulo em novembro, depois que o juiz Carlos Teixeira Leite Filho, da 374ª Zona Eleitoral, considerou que houve fraude na transferência de domicílio eleitoral do médico. A decisão não impede sua posse, marcada para o sábado 1º, mas abre caminho para a impugnação de seu mandato, caso o julgamento que deverá ocorrer no TRE-SP até o fim de fevereiro confirme a decisão do juiz.

Nas duas clínicas onde Vanderlei trabalha, na Ilha do Governador, no Rio, a informação é de que o médico só volta na segunda-feira 10. O paradeiro dele também é ignorado nas sedes do Prona no Rio e em São Paulo, esta última citada por Vanderlei como sua residência na cidade onde se elegeu. Na expectativa de que o filho, Fernando Estima (PL), ganhe a vaga de deputado que perdeu para Vanderlei, o vereador Edvaldo Estima critica o adversário: “Ele não é de São Paulo, e não pode ficar com o mandato”.

CASSAÇÃO À VISTA

Desde o dia 8 de janeiro, quando se recusou a prestar depoimento na Corregedoria da Câmara, o deputado Pinheiro Landim (PMDB-CE) está desaparecido. Nunca mais deu declarações à imprensa e nem apareceu em público. “Acho que ele não terá condições de tomar posse no dia primeiro de fevereiro”, diz o advogado dele Raul Livino. A razão: problemas de saúde. Segundo o advogado, Landim está com “inércia psicossomática com paralisação do sistema nervoso periférico junto com uma desestabilização organo-psíquica”. O que pode ser traduzido como depressão. Quem dá o diagnóstico é o próprio advogado, que não sabe quem é o médico do deputado e nem tem mantido contato com a família
de Landim. “Não posso dar mais detalhes”, explica.

Acusado de envolvimento na venda de Habeas Corpus para traficantes de drogas, Pinheiro Landim renunciou ao mandato para fugir da cassação. Como foi reeleito, obteve o direito de voltar ao Congresso. Se não tomar posse, Landim terá 30 dias renováveis por mais 30 para assumir o cargo. Tempo para tentar fazer com que as acusações caiam no esquecimento. Será difícil. O futuro presidente da Câmara, deputado João Paulo Cunha (PT-MG) está disposto a tirar o processo, concluído pela Corregedoria e arquivado devido à renúncia, da gaveta. “Vou analisar juridicamente o caso e pretendo reabrir o processo”, garante. Se depender dos técnicos jurídicos da Câmara dos Deputados o final será o mesmo. “Os fatos chegaram ao público somente depois da eleição, portanto ele teve uma vantagem indevida para ser reeleito”, diz um deles que não quis se identificar.

Crime

Morte misteriosa
Polícia investiga assassinato de deputado morto com 19 tiros no Rio

Luís Edmundo Araújo

AE
A polícia trabalha com as hipóteses de vingança, crime político ou passional

Eleito para a Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro em 2002, o deputado federal Valdeci Paiva de Jesus (PSL), 49 anos, esteve em Brasília na quinta-feira 23 para assinar os últimos despachos em seu gabinete na Câmara Federal. Apesar de nada dizer aos assessores, o político e pastor evangélico não escondia o ar preocupado. “Ele estava mais introspectivo desde a eleição”, conta Washington Costa, seu assessor, que diz tê-lo ouvido reclamar de sofrer pressões. Na sexta-feira 24, Valdeci foi morto no Rio, com 19 tiros quando chegava de carro à sede do PL, partido do qual era aliado.

AE
Valdeci de Jesus

Amigo de Valdeci, o deputado federal Bispo Rodrigues (PL) disse à polícia que o colega vinha sendo ameaçado pelo suplente, o vereador Marcos Abrahão (PSL), que queria assumir sua vaga. Abrahão nega. Segundo o delegado Luiz Alberto de Oliveira, a polícia trabalha com hipóteses de vingança, crime político ou passional. Casado e pai de quatro filhos, Valdeci nasceu numa família de lavradores de Sobral, no Ceará, trabalhou como operário em Brasília e chegou ao Rio nos anos 70. Antes de
virar pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, foi garçom
e gerente de restaurante.

 


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