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27/01/2003

   
 
Claudio Gatti
“Não tenho muitas raízes. Faço de qualquer canto
o meu lar”, diz Liliana, que sonha em voltar a morar na Itália

 

Carreira / Liliana Castro
Alma cosmopolita
Poliglota, filha de diplomata, a atriz cresceu
fora do Brasil e festeja seu primeiro sucesso
na tevê com a novela Sabor da Paixão

Jonas Furtado

 

Ela tem uma história diferente da maioria das jovens atrizes da nova geração da Globo. Filha de um diplomata brasileiro e de uma química argentina, Liliana Castro, 23 anos, nasceu no Equador e já morou na Itália, Venezuela e Paraguai. Viveu boa parte da infância em Milão – dos 5 aos 9 anos – e lá foi alfabetizada em inglês, em uma escola americana para estrangeiros. “Sou meio nômade, não consigo ficar muito tempo em um lugar só”, explica, antes de ameaçar, em tom de brincadeira: “Qualquer hora, jogo tudo para o alto e desapareço pelo mundo!”. Dificilmente, porém, Liliana levaria a cabo essas ameaças agora. No papel da extrovertida e impulsiva Laiza, de Sabor da Paixão, a atriz faz sua primeira novela na Globo e está adorando ser reconhecida nas ruas. “Mas ainda não me acostumei com as pessoas me chamando pelo nome sem ao menos eu conhecê-las.”

De suas andanças pelo mundo, a poliglota Liliana guarda da Itália as melhores lembranças. “Não tenho muitas raízes. Faço de qualquer canto o meu lar, mas o único lugar que me sinto realmente em casa é na Itália.” Os motivos, mesmo para a atriz, são misteriosos. “Talvez sejam as pessoas, a língua. Me identifico muito com a linguagem deles, seja no cinema ou teatro”, arrisca. Em casa, para que Liliana não perdesse contato com suas origens, o pai Antônio, atualmente morando no Paraguai, e a mãe Sílvia, hoje residindo em Brasília, a incentivavam a ler livros e a escutar músicas em português. “Eles me ensinaram a valorizar a cultura brasileira e eu também vinha quase todas as férias para o Brasil”, diz. “Sou brasileiríssima.”

Na capital federal Liliana começou a explorar seus talentos artísticos, com o apoio da família. Começou nos palcos amadores, fez faculdade de teatro e foi trabalhar com Antonio Abujamra em As Fúrias. Há quatro anos ela faz parte da Companhia Armazém. Na televisão, a estréia foi na Ilha Rá-Tim-Bum, no papel da libélula Polca, mas nada se compara à exposição que a Globo oferece. Em Sabor da Paixão, a atriz está percebendo como pode influenciar a
vida das pessoas com seus personagens. “Uma mãe veio
falar comigo, disse que estava aprendendo com a Laiza a
ter um diálogo melhor com a filha.” E o que a doce Liliana
tem a ver com a intempestiva Laiza? “Às vezes me inspiro nela, porque na vida sempre tem o momento em que você precisa dar uma de Laiza e agir.”

Foi durante as gravações da novela que Liliana conheceu Debora Lamn, sua companhia constante fora das telas. “A Debora faz o papel da melhor amiga da Laiza, a Paula. E na vida real estamos ficando muito próximas também”, revela. “Foi uma empatia imediata, parece que estava escrito para a gente se conhecer”, confirma Debora, a parceira preferida de Liliana para seu passatempo predileto: ir à livrarias. “Ficamos horas folheando livros de teatro”, diverte-se Debora.

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