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Entrevista

13/01/2003

   
Fotos: Piti Reali

Gal elogia o trabalho dos Tribalistas: “Parece um revival de
Caetano, Gil e Gal. Dois grandes compositores e a cantora”

 
CONTINUAÇÃO

Por que sair da BMG?

Você é filha única?

Há rivalidade
com a Bethânia?

 

Gal Costa
“Dizem que sou uma
das melhores do mundo”

A cantora relembra a ausência do pai e diz
que o ministério prejudicará Gil como músico

Dirceu Alves Jr.

 

Gal Costa, 57 anos, não é mais fatal, tropical ou plural,
mas está pronta para outra mudança em sua trajetória de
38 anos. O CD Bossa Tropical, produzido por Mazolla, é o primeiro pela Abril Music, depois de Gal romper com a BMG,
sua gravadora há 18 anos, mesmo devendo dois discos. “Resolvemos com harmonia. Eles perceberam que eu queria sair”, diz ela, que amargou 50 mil cópias vendidas do CD
De Tantos Amores, em 2001.

Maria da Graça Costa Penna Burgos voltou a viver na sua Bahia na década de 90 e a ser a Gracinha da adolescência.
Na terra natal, reencontrou o significado da palavra família, amortecido com a perda da mãe, Mariah, em 1993. “Até me desfiz do apartamento do Rio. Foi difícil romper com a cidade em que vivi por mais de 20 anos, mas meus parentes estão
na Bahia e temos uma ligação forte”.

Por que sair da BMG?
O casamento se deteriorou. Sentia morosidade na gravadora. Eles não sacavam mais meu momento. Propus um CD de composições inéditas e ninguém se entusiasmou.

Sua relação com a BMG complicou porque
você vendia pouco?
Minhas vendas só caíram com o último CD. A BMG não
investiu nada. Aquele Frevo Axé, de 1998, se perdeu também porque não teve o empenho de marketing da gravadora.
Mas o Acústico vendeu mais de 400 mil. O CD sobre o
Tom Jobim foi bem.

A BMG perdeu o interesse em investir em cantores
como você e Maria Bethânia, que também se desligou
da gravadora?
É uma visão errada das multinacionais. Fiquei na Polygram,
até início dos anos 80, sentindo um entusiasmo dos funcionários, do presidente, a cada disco. O mesmo sinto
hoje na Abril. As multinacionais ficaram sem saber o que
fazer com os grandes artistas.

Você negociou contrato com a gravadora Biscoito Fino?
Aquilo foi uma mentira de jornal. Nunca tive interesse nessa gravadora. Mas por causa dessa nota, o Mazolla me procurou e fechamos com a Abril. Assinamos para um CD. Contratos longos podem deteriorar a relação.

Por que tantas releituras no CD?
O repertório foi fechado com o coração. Tenho um material bom de inéditas, de Chico César, Zeca Baleiro e compositores nunca gravados. As releituras são válidas por causa dessa sonoridade minimalista do CD. “Ovelha Negra”, da Rita Lee, regravei em homenagem a minha mãe. Na Bahia, tenho lembranças da adolescência. Sempre gostei de sombra e água fresca. Minha mãe me mandou ir à luta.

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