06 de dezembro de 1999
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O Tiozinho da tevê
Depois de 20 anos como ator, Roberto Arduim fica famoso como tigrão rejeitado em campanha de refrigerante e recebe convite de fã para festa particular

Fábio Bittencourt

Foto: Edu Lopes

Roberto Arduim, 49 anos, é ator de teatro há duas décadas, em São Paulo. Mas o reconhecimento do público só surgiu depois dos comerciais do refrigerante Sukita, em que ele interpreta o “Tio”, personagem que dá em cima, sem sucesso, da garotinha representada pela modelo Michelly Machri, 20 anos. Tanto, que ele tem recebido cartas de fãs. “Isso não é normal quando se trata de comerciais”, diz Roberto, com bagagem por ter participado de mais de 100 filmes em toda a carreira. Há algumas semanas, ele recebeu uma carta da cidade de Navegantes, em Santa Catarina, com papel perfumado, foto e um currículo da fã, de 25 anos. “Quer participar de uma festinha particular?”, dizia um dos trechos. “Só que essa não vai ser igual àquela do comercial (em que a menina pega o refrigerante da mão do tio e fecha a porta em sua cara).” Mesmo solteiro, Roberto declinou do convite e se limitou a mandar um autógrafo para a fã.

No ar desde maio, a campanha da Sukita foi premiada como a melhor do ano no 21.º Festival Brasileiro de Propaganda. A idéia inicial era de que apenas um filme fosse feito. O retorno foi tão bom que outros dois comerciais foram gravados. “Com certeza, ela deve ter uma continuação no ano que vem”, diz Cláudio Carillo, 46 anos, sócio da agência Carillo Pastore Euro RSCG, responsável pela campanha. “O retorno foi muito maior do que esperávamos”, completa. Nas últimas semanas, a Mercedes Benz tentou, em vão, colocar no ar uma campanha com o “Tio” negando uma carona num Classe A à personagem representada por Michelly. A agência conseguiu impedir a veiculação da peça publicitária.

Envie esta página para um amigoNatural de São José do Rio Preto, Roberto se mudou aos 17 anos para São Paulo para fazer o cursinho pré-vestibular. Seu sonho era ser arquiteto. Aprovado, foi estudar em Santos. Aos 26 anos, voltou para a capital paulistana como arquiteto e ator de peças de teatro amador. “Morava em república, com uma porção de gente. Foi uma época muito boa”, recorda. Depois de cinco anos exercendo a profissão, decidiu trocar as pranchetas pelo tablado. “Já perdi a conta do número de peças que fiz”, diz Roberto, com participações em três novelas e um longa-metragem. No segundo semestre deste ano, ele passou três meses em Buenos Aires, na Argentina. Interpretou o personagem Samuel, pai do menino Samuca, na novela Chiquititas, do SBT. “Espero que possam surgir convites para trabalhar na televisão”, diz Roberto.
 

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