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Polícia
As orgias
de Glória Trevi
Acusada de abuso sexual, corrupção de menores
e seqüestro, cantora mexicana foge para o Brasil
Cesar Guerrero
A cantora e
apresentadora mais polêmica do México está no
Brasil em lugar ainda desconhecido da polícia brasileira.
Ela apenas achou que o País seria um esconderijo adequado.
Glória Trevi, 28 anos, um furacão de popularidade
sobretudo entre os jovens mexicanos, está fugindo da Interpol.
Ela e seu empresário Sérgio Andrade são acusados
de abuso sexual e corrupção de menores. Glória
despontou para o sucesso no final da década de 80, com um
visual rebelde e atraente, com meias sempre rasgadas, cabelo desgrenhado
e, nas músicas, letras que abordavam temas como separação
dos pais e crises da adolescência. A fórmula produziu
um resultado fulminante. Sete discos lançados, um programa
na Televisa, a emissora líder de audiência no México,
e o respeito da crítica.
A carreira ia
bem demais até que surgiu a primeira acusação,
em 1997. Glória dividia a mansão, na Cidade do Mexico,
com Sérgio e dezenas de meninas. As jovens, de 14 a 17 anos,
eram ajudantes de palco e dançarinas. Trabalhavam nos shows
ao vivo e nas gravações do programa de televisão.
Aline, uma das meninas, contou no livro Glória e Infierno
tudo o que acontecia na mansão. Na obra, detalhou cenas de
abuso sexual e humilhações pelas quais as garotas
passavam.
O
empresário, que cometia os abusos muitas vezes diante da
cantora, é irmão do senador Eduardo Andrade, do partido
do governo. Denúncias de outras ajudantes de palco dão
conta de que Sérgio mantinha várias relações
sexuais por dia com garotas diferentes. As jovens eram atraídas
pela imagem de Glória e depois caíam nos braços
do empresário. Também constam das denúncias
relatos de ameaças e consumo de infusões que teriam
efeito entorpecente.
A jovem Karina
Gómez Yapor, que foi morar na mansão, engravidou.
A família da menina fez uma queixa na polícia mexicana,
mas a cantora e o empresário fugiram e de quebra levaram
a vítima. Como Karina é menor de idade, a Justiça
mexicana incluiu seqüestro na lista de acusações
contra Glória e Sérgio. Na última semana de
novembro, a mãe de Karina, Teresita Gómez Yapor, recebeu
um telefonema da filha. Na ligação, que foi feita
do Brasil, Karina dizia que seria libertada se a família
retirasse as acusações.
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