06 de dezembro de 1999
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Televisão - Humorístico

Te Vi na TV
Humor popular de João Kléber garante a maior audiência da Rede TV!

Lilian Amarante

Foto: Fábio Rubinato

A Rede TV! contava com a beleza e a performance feminina para estabelecer a audiência da nova programação. Escalou Adriane Galisteu para animar o horário nobre, Valéria Monteiro para dar charme às manhãs e duas gatas para falar com os jovens - Fernanda Lima e Mariana Kupfer. Mesmo assim, quem anda fazendo a diferença na grade da Rede TV!, pelo menos em termos de Ibope, é um homem: o humorista João Kléber.

Kléber está à frente do humorístico Te Vi na TV (Rede TV!, segunda-feira, 22h30), que tem registrado a maior audiência da nova fase: pico de 7 e média de 3 a 4 pontos no Ibope.

O programa tem um formato simples, execução aparentemente barata e apelo popular. Num palco com pequeno auditório, Kléber divide espaço com a Banda Karnak, do músico/performer/humorista André Abujamra. Pontuado pelas músicas e palhaçadas do grupo, Kléber investe na standup comedy, aquele gênero em que o humorista, sozinho ao microfone, engatilha uma série de piadas e imitações. Fora isso, o Te Vi na TV conta com uma dupla de humoristas quase circenses - C1 e C2 -, com alguns quadros em que Kléber contracena com outros atores e com a velha fórmula da pegadinha, o único momento fora do estúdio.

A performance de Kléber não é novidade. Há anos ele aparece na tevê, participando de um ou outro programa, para fazer rir com suas imitações - as de Silvio Santos e Chacrinha são as mais famosas e engraçadas. No Te Vi na TV ele investe mais nas piadas, nos tipos anônimos e nos assuntos da atualidade.

No programa da segunda-feira 29, por exemplo, Kléber encarnou um mafioso, um político e um jogador de futebol. Sem qualquer fantasia, imitou ACM e fez piada com o presidente Fernando Henrique. Até agora, nada que tenha feito o telespectador morrer de rir, é preciso ser dito.

C1 e C2 protagonizam - sempre em dupla - os melhores e piores momentos. Têm um gestual interessante, mas abusam do besteirol. As pegadinhas dão fôlego, apesar de serem longas demais. Aliás, o programa tem uma falta de ritmo que sugere dificuldade para produzir uma hora de humor semanal - como nas piadas sem graça que não têm fim.

Um dos pontos altos da noite é o quadro de um convidado. O humorista que mandar uma fita com sua performance e for escolhido pela produção, se apresenta para a platéia. O rapaz selecionado na segunda-feira 29 foi bem e misturou humor com contorcionismo. Está aí um caminho diferente. João Kléber pode e deve investir mais em quem é engraçado, mas nunca foi visto na tevê.
Vale um sorriso

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