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O
Piso-Rouxinol é a primeira parte da trilogia
A Saga Otori (Martins Fontes, 317 pgs., R$37,50),
que tem sido comparada ao Senhor dos Anéis
e ao filme de Ang Lee O Tigre e o Dragão.
Escrito por Lian Hearn (pseudônimo da escritora australiana
Gillian Rubenstein), de fato A Saga tem um pouco
dos dois: disputas pelo poder, magia, artes marciais, casamentos
arranjados, romance, votos de amizade e de honra.
A ação se passa num país imaginário,
que seria o Japão feudal, onde vive Tomasu, um garoto
criado entre os Ocultos. Quando seu povoado é massacrado,
ele sobrevive graças à ajuda do senhor Shigeru
Otori. Adotado por Shigeru, Tomasu passa a se chamar Takeo
e a viver junto ao clã Otori. Porém, descobre
que pertence à Tribo, um grupo de pessoas com poderes
mágicos, como uma audição super-aguçada
e a capacidade de ficar invisível. Paralelamente
à saga de Takeo, temos a história de Kaede,
uma garota belíssima, refém do Castelo Noguchi.
Por
serem narradas em capítulos alternados e de pontos
de vista diferentes a história de Takeo na
primeira pessoa, a de Kaede na terceira fica fácil
de acompanhar a trama. No momento em que as duas histórias
se cruzam, o leitor já está familiarizado
com os vários clãs e personagens.
Com
bom ritmo, A Saga Otori é uma leitura prazerosa
para adolescentes e adultos que gostam de narrativas míticas,
e nos deixa ávidos pela segunda parte. Senhor
dos Anéis oriental
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