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16/12/2002

   
 
Fotos: Leandro Pimentel
“Antes era mais gordo, flácido. Troco prazer por saúde. Renuncio a muitas coisas para me manter saudável” Gilberto Gil
Fotos: Leandro Pimentel
Os cabelos brancos de antes foram tingidos para realçar as tranças rastafari e Gil mantém o corpo em sessões de ioga e exercícios: “Cada vez menos tenho medo de envelhecer”
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Personalidade do ano 2002 / Música
Gilberto Gil
Com espírito cada vez mais jovem e seguindo uma rotina de vida saudável, cantor baiano revisita o baú de Bob Marley e renova os fãs com o lançamento de um CD tributo ao rei do reggae

Rosângela Honor

 
Leandro Pimentel
Com o recente CD Kaya N’Gandaya, ele consolidou a renovação de seu público e vendeu mais de 150 mil cópias: “Sou apaixonado pela música de Bob Marley. Quis transmitir isso aos jovens”, diz Gil

Em 1998, Gilberto Gil tomou uma decisão. Diante da
suspeita inesperada de um câncer, o cantor e compositor vislumbrou dois caminhos. Se o gânglio que havia aparecido repentinamente em seu ombro direi to fosse maligno, não
se submeteria a nenhuma cirurgia. Buscaria a cura através das mãos do mestre da macrobiótica no País, o professor Tomio Kikuchi. Caso não possuísse um câncer, a partir daquele instante agiria como se tivesse um para se impor uma rotina disciplinada no cuidado com a saúde. O diagnóstico foi negativo e Gil cumpriu o que prometera. Quatro anos depois, a resolução tomada num momento
difícil transparece de maneira surpreendente.

Aos 60 anos, Gil está mais jovem e saudável do que nunca
e vivendo um momento brilhante na carreira. “Cheguei aos
60 com a ilusão de que a vida hoje é muito melhor para mim do ponto de vista individual e da minha saúde.”

Não se trata de ilusão. Gilberto Gil fez de 2002 um dos melhores anos de sua vida. Seguindo o caminho do sucesso alcançado pela trilha sonora do filme Eu, Tu, Eles, em 2000, quando fez da música “Esperando na Janela” um hit nacional, o baiano conseguiu, ao lançar Kaya N’ Gandaya, um tributo a Bob Marley, consolidar a renovação de seu público. O envolvimento do cantor com o reggae é antigo. Admirador do músico jamaicano desde a juventude, Gil foi um dos precursores do ritmo no Brasil ao popularizar, em 1973, a canção “Não Chore Mais”. No entanto, foi somente há cinco anos e por sugestão de João Araújo, diretor da Som Livre, que ele decidiu revisitar o baú de Marley. “Sou apaixonado pela música dele. Quis transmitir isso para os mais jovens.” Os números confirmam as expectativas de Gil. O baiano rodou o mundo com o show e vendeu mais de 150 mil cópias do CD.

Este também foi um ano de homenagens para Gil. A gravadora Warner colocou no mercado uma caixa, Palco, com 28 CDs, dois deles duplos, que reúne a obra do artista desde 1975. Nada mais justo para coroar uma vitoriosa carreira que começou há quase 40 anos e que pode ser traduzida pela venda de mais de 5 milhões de cópias, 64 discos lançados – 11 de ouro e cinco de platina –, três Grammys latinos e um, americano, e pela inquestionável importância de Gil na história da música brasileira, do Tropicalismo até hoje.

Outro presente que Gil recebeu foi o reencontro dos
Doces Bárbaros, no domingo 8, no Rio, 26 anos após a primeira apresentação do grupo que reuniu, além dele,
Maria Bethânia, Gal Costa e Caetano Veloso. “Foi uma emoção muito grande estarmos ali reunidos. Gostaria
que esse encontro pudesse acontecer novamente”,
sonha ele, que esteve à frente do projeto que será transformado em DVD e num CD ao vivo. Gil ainda
planeja para 2003 um disco de samba. “Quero cantar
de Chico Buarque a Nelson Cavaquinho.”

A vitalidade na vida profissional é reflexo da fase que vem tendo nos últimos tempos. Os cabelos brancos, cultivados há anos, foram tingidos para realçar as tranças rastafari. O corpo esguio é trabalhado diariamente em sessões de ioga e da ritmoprática, um conjunto de exercícios corporais indicados por Tomio Kikuchi. Os cuidados com a saúde se estendem à alimentação. O cantor passou a adotar uma disciplina rígida desde a suspeita do câncer. Hoje, 60% do que ingere são alimentos macrobióticos. “Isso me ajudou a me conservar. Antes era mais gordo, flácido”, observa. O sacrifício é grande. “Troco prazer por saúde. Renuncio a muitas coisas para me manter saudável”, diz ele, que tem uma vida regrada. Casada com Gil há 22 anos, Flora entrega o marido. “O Gil é muito mais vaidoso do que eu. Entramos cada um em seu banheiro para tomar banho e ele só sai
de lá meia hora depois de mim. Demora passando cremes
no cabelo e escolhendo roupas.”

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