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Reportagens

02/12/2002

   
 
De office-boy
à bancada do JN

 

Imprensa / Heraldo Pereira
Novo rosto no JN
Repórter da Globo de Brasília se torna o
primeiro negro a apresentar o Jornal Nacional

Mariane Morisawa

 
Felipe Barra
Heraldo Pereira: “Sinto orgulho de ser negro e apresentar o JN”

O sábado 23 foi um dia atípico na vida do jornalista Heraldo Pereira. Ele acordou por volta das seis horas, tomou café
da manhã duas vezes e foi à igreja. O único hábito rotineiro foi a feijoada no almoço. Mesmo assim, não conseguia
fazer o tempo passar. “Queria que o jogo começasse logo”, diz. Somente às 14h chegou à Rede Globo, onde apresentaria o Jornal Nacional em sua primeira participação nos rodízios
de fim de semana. Sua estréia foi cercada de mais expectativa do que o normal: Heraldo se tornou o primeiro negro a se sentar na famosa bancada. “Sinto orgulho de
ser negro e de apresentar o Jornal Nacional”, diz ele, que repetiu a dose nos dias 25 e 26.

Num país de maioria negra como o Brasil, o fato não
deveria causar espanto, mas são raras as oportunidades dadas às pessoas da raça. “O Brasil é racista”, afirma
Heraldo Pereira, 41 anos. “Todo negro sofre preconceito. Ande atrás de uma mulher com bolsa para ver. Já passei
por isso, passo e passarei”, diz.

Apesar disso, ele acredita que foi privilegiado no início da carreira por sua raça. “Meu primeiro chefe na Globo, o Oliveira Andrade, achava que devia haver negros na televisão”, conta. Nascido em Ribeirão Preto, filho de torneiro mecânico e dona-de- casa, ele era office-boy da companhia telefônica quando começou a fazer o jornalzinho da empresa. Trabalhou em jornais e rádios e acabou na televisão. Na Globo, foi repórter em Campinas e São Paulo até se mudar para Brasília, onde mora. Casado com a jornalista Cecília Maia, pai de duas meninas e cursando o quarto ano de Direito, Heraldo se prepara para de vez em quando passar os fins de semana no Rio de Janeiro. Com muito orgulho.

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