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| Julia
Roberts: depois do Oscar por Erin Brockovich,
outro filme de Soderbergh |
Após
sucessos de público e crítica como Erin Brockovich
e Traffic, Steven Soderbergh decidiu filmar em digital e
testar uma estética mais artesanal. Em parceria com o roteirista
Coleman Hough, arrisca em Full Frontal um fragmentado filme
sobre filmes.
A
história “real” mostra um dia na vida de Lee,
uma executiva sádica, seu marido, sua irmã, um homem
que ela conhece pela internet, diretor de uma peça sobre
Hitler, e o ator da peça.
Dentro
dessa história, há um filme – esse em 35mm –
que para complicar é sobre outro filme. Nele, Calvin (Blair
Underwood) e Francesca (Julia Roberts) vivem Nicholas, um ator,
e Catherine, a jornalista que o entrevista no trajeto entre Nova
York e Los Angeles, onde ele atuará com Brad Pitt. À
noite, na “vida real”, Francesca, Calvin e os outros
personagens se encontram no aniversário de Gus (David Duchovny),
um produtor de cinema.
Entre
outras coisas, Full Frontal questiona a ilusão de
realidade criada pelo cinema.
Porém, embora proposital, a complexidade gerada pelas camadas
metalingüísticas (um
filme dentro de um filme dentro de um filme, que por sua vez também
é um filme) confunde e às vezes entedia. De todo modo,
Soderbergh é talentoso e, embora caótico, Full
Frontal é um filme crítico. Cabeça
e confuso
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