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Conhecido
como o advogado dos presos políticos na ditadura militar,
o deputado federal eleito pelo PT-DF Sigmaringa Seixas se notabilizou
no meio jurídico por casos famosos que defendeu, entre eles
o dos padres franceses Aristides Camio e Françoise Gouriou,
ameaçados de expulsão do País, e o dos sindicalistas
do ABC em 1979, época das grandes greves.
Foi aí que conheceu Lula. Natural de Niterói, como
advogado, sempre atuou no âmbito dos Tribunais Superiores,
área na qual circula com desenvoltura. Na campanha, portanto,
acompanhou e atuou em todos os processos contra o
PT em Brasília. Outra característica do deputado é
a de
ser um grande mediador de conflitos. Como mantém amizades
em todos os partidos, Sigmaringa provavelmente será o
elo entre o novo governo e a oposição, formada por
PFL, PSDB e parte do PMDB.
Numa
das últimas pescarias de confraternização entre
amigos, Lula pescou um jaú de 45 quilos, o que deixou revoltado
o deputado. “Até hoje acho que aquilo foi uma armação”,
diz Sigmaringa. As pescarias aconteciam pelo menos uma vez por ano
em Porto Murtinho (MS). “Não tem problema, no futebol
sou mais eu”, conta o deputado, que começou a dividir
o campo com Lula na época da Constituinte. Eleitos deputados
em 1986, eram de partidos diferentes: Sigmaringa do PMDB e Lula,
PT. Reza a lenda que, nesse período, a secretária
da liderança do PT na Câmara tinha uma lista de telefones
dos 16 parlamentares do
partido. O 17º, escrito a lápis, era o de Sigmaringa.
“Sempre tivemos grandes afinidades políticas”,
diz ele, que passou pelo PSDB antes de se filiar ao PT. 
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