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O jornalista
Ricardo Kotscho, assessor de imprensa de Lula, é um dos profissionais
mais respeitados no País em sua área. Em 38 anos de
profissão, colecionou prêmios, ganhou prestígio
e a amizade do presidente. Conheceu Lula em 1978, quando cobria
as greves do ABC pela IstoÉ. Em 1980, já na
Folha de S. Paulo, foi assessor de imprensa de Lula pela
primeira vez sem querer. Kotscho estava na casa de Lula, tomando
café, quando um batalhão de repórteres apareceu
na porta do então metalúrgico, que havia sido julgado
pela Justiça Militar e acabou preso. “Lula disse: ‘Fala
com seus colegas que não vai dar para entrar aqui. Dispensa
eles
que eu não vou falar’.” Kotscho, 54, acompanhou
o processo de criação do PT, participou de reuniões
de sindicatos,
mas não se filiou. “Nunca fui dessa turma de luta armada,
partido clandestino”, diz Kotscho, que acompanhou a transformação
do novo presidente. “O Lula não gostava
de política. Quando o conheci, ele metia o pau em
sindicalista envolvido em política.” 
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