| Carioca
que se estabeleceu na Bahia, Jaques Wagner, 51 anos, começou
a ter destaque no cenário político quando era sindicalista
dos petroquímicos. Num congresso dos petroleiros, em 1978,
conheceu Lula, que foi à Bahia e lá falou publicamente
pela primeira vez da necessidade de se fundar um partido. Depois
desse encontro, Jaques ajudou a fundar a Central Única dos
Trabalhadores na Bahia e foi o primeiro presidente do PT no Estado.
Deputado
federal três vezes, Jaques disputou e perdeu a eleição
para o governo da Bahia este ano. Sua marca no primeiro turno das
eleições, porém, aproximadamente 2,1 milhões
de votos (39%), surpreendeu gente até do PT. Ele é
nome quase certo na equipe do presidente Lula. “Num almoço
que tivemos no início do mês, Lula me disse: ‘Prepare-se
que quero você na linha de frente’”, conta ele.
“Tenho uma vontade pessoal (de participar do governo) muito
grande. Estou preparado e já avisei à família.”
Pessoa
de muito diálogo, Jaques saiu em carreatas em busca de votos
para Lula e manteve contatos com outros partidos na busca de apoio.
Trata-se de característica importante, porque quando Lula
fala de pacto quer dizer negociação. Jaques –
mais precisamente a mulher dele, Maria de Fátima –
atendeu a outra demanda de Lula na atual eleição.
“Ela fez uma assessoria para ele como produtora de moda. As
camisas que Lula veste são feitas pelo meu camiseiro Ernesto
e, depois, enviamos para São Paulo.” 
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