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Quando
era estudante na Faculdade de Medicina da USP, em Ribeirão
Preto, o atual prefeito da cidade, Antônio Palocci Filho,
42, fazia parte do Libelu (Liberdade e Luta), movimento radical
de esquerda de tendência trotskista. “Ele chegou a invadir
a diretoria da faculdade algumas vezes”, comenta o irmão
mais velho, Pedro Palocci, também médico. Como político,
a habilidade foi ganhando espaço em seu discurso até
eleger-se prefeito. “Apesar de participar de um movimento
radical, transitava em todas as correntes do partido. Sempre foi
aberto ao diálogo”, diz Donizete Rosa, chefe de governo
da prefeitura. Com a morte do prefeito
de campinas, Celso Daniel, Antônio Palocci se licenciou do
cargo para mergulhar na campanha presidencial do PT,
como coordenador do Programa de Governo. Atualmente é considerado
um político de esquerda moderado e se
tornou a voz do PT para acalmar os mercados diante
da ameaça dos radicais do partido. Está cotado para
ministro do Planejamento.
Apesar
de ter sido um dos fundadores do PT em Ribeirão Preto e um
dos articuladores da CUT ao lado de Vicentinho, a aproximação
com o alto escalão do partido aconteceu somente em 1998,
quando foi eleito deputado federal com 125.462 votos, depois de
ter passado por todos os degraus da administração
regional. O preço da vida parlamentar e do envolvimento na
campanha de Lula foi o distanciamento da mulher Margareth Palocci,
que conheceu na faculdade, e da filha Carolina de 10 anos. “Ela
sente muito a ausência do pai e cobra isso”, comenta
o irmão Pedro.
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