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passagem mais forte na vida do senador Aloizio Mercadante com Lula
foi no dia da posse de Fernando Collor, eleito presidente em 1989.
Os dois e o assessor de imprensa Ricardo Kotscho assistiram à
cerimônia pela tevê, na casa de Lula. “A gente
ria porque o telefone não tocava. Quase ninguém ligou
porque a festa era do outro. Naquele momento éramos só
nós. Ficaram os amigos”, lembra. A amizade é
tão forte que entre eles o clima é de brincadeira.
“Longe das reuniões, sempre contamos piadas e falamos
bobagem”, diz.
Formado
em Economia e Administração, ex-bancário, ele
é filho de general. Seu pai, Oswaldo Muniz Oliva, pensou
em abandonar a patente pois o filho estava fichado no Dops, órgão
da repressão na ditadura. Em 1976, ele fazia
mestrado e estudava a indústria automobilística quando
visitou o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo.
Lá, conheceu Lula. Mercadante é cotado para o Itamaraty,
de onde negociaria a Alca.
“Na
área econômica, Lula dá atenção
especial ao Aloizio”, diz Ricardo Berzoini, deputado por São
Paulo. “Estou preparado para assumir qualquer cargo, mas depois
de receber votos de 10,5 milhões de pessoas gostaria de ficar
no Senado”, diz Mercadante, vice de Lula em 1994, e escolhido
em agosto Economista do Ano pela Ordem dos Economistas do Brasil
– título já dado ao presidente do Banco Central,
Armínio Fraga.
Casado
há 20 anos com a socióloga Maria Regina de Barros,
com quem tem dois filhos - Mariana, 18, e Pedro, 16 –, Mercadante
foi abalado por duas mortes no início dos anos 80: a de sua
primeira mulher, Jane, vítima de câncer, em 1981, e
a do amigo Luiz Travassos, ex-presidente da
UNE, em um acidente em que Aloizio dirigia o carro, em
1982. O novo senador conta que Lula sempre esteve
atento aos problemas pessoais dos companheiros. “Ele não
deixa os amigos na estrada”, diz. 
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