29 de novembro de 1999
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Televisão - Novela

O Privilégio de Amar
Mesmo com fórmula ultrapassada, a nova novela do SBT é sucesso

Gabriela Mellão

Foto: Divulgação

O Privilégio de Amar (SBT, segunda a sexta, 20h) substitui A Usurpadora com o único compromisso de manter os ótimos 19 pontos de média do horário conquistados pela novela antecessora. Segue à risca o lenga-lenga dramático e a mesma linha de cenários pouco cuidados e diálogos pobres. Mas a intenção do núcleo de teledramaturgia do SBT não é mesmo inovar e a fórmula da novela mexicana mostra resultados imediatos: desde sua estréia, em 9 de novembro, O Privilégio de Amar tem tido uma média de 15 pontos no Ibope. Bom desempenho, principalmente quando comparado ao líder do horário, Jornal Nacional (que abocanhou 50 pontos na última semana, no Rio de Janeiro). A novela acaba conquistando, então, os telespectadores que preferem as tragédias fictícias (e melosas) às reais.

O Privilégio de Amar é um clássico da telenovela venezuelana, que chega à sua quarta versão, produzida pela Televisa. Para atingir o grande público, o lema é descomplicar e deixar os conflitos divididos entre o bem e o mal. A estrutura é a mais tradicional possível, a mesma das demais novelas mexicanas - o que muda é o recheio. Em Privilégio... a gata borralheira é Cristina (Adela Noriega), uma mulher de uns 20 anos que foi abandonada pela mãe quando era bebê e criada por freiras. Cristina acaba se apaixonando pelo filho do atual marido de sua mãe, Luciana (Helena Rojo), que é hoje uma profissional de sucesso, agora arrependida da separação da filha. A bruxa má da história fica por conta da avó de Cristina, pivô de outra separação: seu filho, João da Cruz (Cesar Evora) - hoje um padre - , e Luciana.

As novelas mexicanas oferecem ao SBT um bom retorno sobre um baixo investimento. O custo por capítulo, quase quatro vezes menor do que os de Terra Nostra, pode servir de incentivo. Mas a produção nacional continua imbatível, com um público de 30 milhões de pessoas e ainda a possibilidade de exportação para outros países. Sem contar que Privilégio... tem tudo para perder adeptos, com um exemplo como Terra Nostra meia hora depois.
Cinderela em produção industrial

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