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28/10/2002

   
 
Divulgação
Em A Era do Rádio,
de Woody Allen, ela canta e dança
Leandro Pimentel
Denise é mãe de Diogo, 25, do casamento com o ator Cláudio Marzo, e de Anabela, 14, da união com Matthew: “Meu lado brasileiro é importantíssimo para eles”, diz ela

 

Por onde anda
Denise Dumont resgata as raízes
A atriz casou-se com um roteirista inglês, que é bisneto de Charles Darwin, mora em Nova York há 15 anos e atualmente produz documentário sobre seu pai, principal parceiro de Luiz Gonzaga

Marlos Mendes

 

Há pouco mais de dois meses, a atriz Denise Dumont vasculhava o acervo do museu do Lincoln Center, em Nova York, quando se deparou com a música “Wandering Swallow”, gravada pela cantora americana Peggy Lee, em 1951, e assinada pelos americanos Irvin Taylor e Harold Stevens.
O nome e os autores eram novidade para Denise, mas a melodia ela reconheceu de imediato. Trata-se de uma cópia fiel de “Juazeiro”, lançada em 1949 por Luiz Gonzaga e seu principal parceiro, Humberto Teixeira, pai da atriz e tema
do documentário O Homem que Engarrafava Nuvens. O
filme, sua primeira investida como produtora, terá a participação de astros da MPB como Caetano Veloso,
Chico Buarque e Gal Costa.

Há 15 anos radicada em Nova York, a atriz, que participou
de várias novelas da Globo e filmes como Rio Babilônia, de Neville D’Almeida e O Beijo da Mulher Aranha, de Hector Babenco, garante que não abandonou o País, e mantém-se na ponte-aérea Brasil-Estados Unidos. “Venho todo ano e trago meus filhos. Meu lado brasileiro é importantíssimo para eles”, diz a mãe de Diogo, 25 anos, do casamento com o
ator Cláudio Marzo, e Anabela, 14, filha do atual marido, o escritor e roteirista inglês Matthew Chapman, bisneto do cientista Charles Darwin.

O vaivém entre Rio e Nova York começou em 1985, quando a atriz levou Diogo para passar o Natal com a avó materna nos Estados Unidos e acabou ficando para a estréia de O Beijo da Mulher Aranha, a convite de Sônia Braga e Hector Babenco. Empolgada com a boa acolhida da crítica, conseguiu um agente e permaneceu no país para estudar teatro na Universidade de Nova York (NYU). A aposta rendeu frutos. Ela foi convidada para uma entrevista com o diretor Woody Allen: “Ele perguntou se eu sabia cantar e dançar. Disse que faria qualquer coisa e na hora ganhei o papel, que só depois fui saber qual era”, lembra Denise, que fez uma ponta cantando “Tico-Tico no Fubá” em A Era do Rádio.

Por conta do casamento com Matthew e dos filhos, a atriz deixou a carreira temporariamente de lado. “Foi legal porque pude curtir meus filhos. Num piscar de olhos eles estão crescidos e somem”, diz ela. Foi exatamente o crescimento dos filhos a senha para que Denise deixasse de ser só dona-de-casa e decidisse pôr a criatividade em prática novamente. Diogo e Anabela também foram a grande motivação para Denise se empenhar em redescobrir e divulgar a obra do
pai, conhecido como Doutor Baião. “Percebi que minha filha não tem idéia de quem foi o avô e que o Diogo só sabe um pouco, porque o conheceu. Se meus filhos não conhecem, imagina o resto do País.”

Presente no documentário, o cantor Fagner faz coro a Denise. “Humberto Teixeira inventou o baião e descobriu Luiz Gonzaga, que antes de conhecê-lo usava a sanfona para tocar músicas francesas em feiras.” Amigo de longa data da atriz, o cantor lembra de um episódio engraçado dos anos 70. “Não conheci o Humberto direito porque chegava em horas pouco apropriadas na casa da Denise. Ela estava na onda do Rá, do paranormal Thomas Green Morton, e vivia entortando os garfos da casa. Tive que desentortar um para comer”, recorda, citando a prática mais conhecida do paranormal.

Denise tem vontade de voltar a atuar. “O frustrante na vida de atriz é que você depende de alguém te oferecer um papel. Produzindo, você gera o trabalho.” Aliás, é o que não falta na família de Denise. Além de escrever um roteiro para o canal de filmes HBO, Matthew produz o piloto de um seriado para a NBC americana estrelado por seu sócio, o ator David Schwimmer, o Ross do seriado Friends. “Ele foi a uma reunião em Los Angeles e fiquei em Nova York esperando. Ele chegou na sexta à noite e no sábado vim para o Rio. Mas é legal, aumenta a saudade”, brinca a atriz, que, pelo menos por hora, não pensa em mudar de vida.

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