|
Complicada e impossível de ser escrita, a língua
dos navajos foi usada pelo exército americano para
originar um código indecifrável pelos japoneses
na Segunda Guerra. Vários navajos foram treinados
para usar o código nas batalhas do Pacífico,
transmitindo informações aos centros de comando.
Baseado nesse fato real, o novo filme de John Woo, Códigos
de Guerra, conta a história de dois fuzileiros,
Joe (Nicholas Cage) e Ox (Christian Slater), designados
para proteger a vida dos navajos Ben Yahzee (Adam Beach)
e Charlie Whitehorse (o estreante Roger Willie) durante
a Batalha de Saipan, em 1944. Difícil no início,
o relacionamento entre fuzileiros e navajos transforma-se
em amizade, gerando o dilema moral que rege a história:
fundamental para a vitória americana, o código
torna-se mais importante do que a vida dos navajos.
Conhecido por filmar cenas de ação com insuperável
lirismo, John Woo repete em Códigos de Guerra
a parceria com o diretor de fotografia Jeffrey Kimball,
com quem trabalhou em Missão Impossível
II. O resultado são cenas dirigidas com sensibilidade,
apesar de violentas e realistas, ao som da música
de James Horner (Oscar de melhor música por Titanic).
Porém, apesar da idéia original, o roteiro
de John Rice e Joe Batterdo recorre a muitos clichês,
como a velha conversa do que cada um pretende fazer quando
a guerra acabar, e empobrece a trama. Além disso,
os fuzileiros estão estereotipados demais. Há
o durão misterioso (Cage), o sensível que
toca gaita (Slater), o racista (Noah Emmerich) que redime-se
ao ser salvo pelo navajo. De todo modo, com suas batalhas
de tirar o fôlego, o filme consegue prender a atenção.
Guerra moral
|
|