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Reportagens

21/10/2002

   
 
Silvana Garzaro
Dezenove anos mais velho que a mulher, Pimenta vai cuidar da fazenda de gado de corte e Anna Paola da carreira: “Ele está mais próximo de mim e dos filhos”, diz ela
 

 

Sociedade / Anna Paola e Pimenta da Veiga
Do poder para a tevê
O ex-ministro das Comunicações deixa a coordenação da campanha de José Serra e a vida pública, enquanto sua mulher volta ao trabalho, com um programa no SBT de Brasília

Carolina Bardawil

 
Felipe Barra
“Ela está se saindo bem e vai ter mais entrosamento com a tevê”, avalia Flávio Cavalcanti Júnior, diretor regional do SBT

Presenças marcantes em toda a Era FHC, o ex-ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, e sua mulher, Anna Paola, experimentaram na semana passada um outro prazer do poder: o de fazer apenas aquilo que se quer. O Tribunal Superior Eleitoral mal tinha contabilizado os votos do primeiro turno da disputa presidencial quando Pimenta deixou a coordenação da campanha de José Serra para se dedicar à família e à fazenda de gado de corte que possui nos arredores de Brasília. “Estamos vivendo uma rotina normal”, diz Anna Paola, 35 anos. “Ele está mais próximo de mim e dos filhos. Tem horário para chegar e eu posso esperá-lo.”

Com o fim da vida pública de Pimenta da Veiga, as novidades da casa se concentram num antigo desejo da mulher: o de voltar a trabalhar. Desde que o marido assumiu o Ministério das Comunicações, no início do segundo mandato de FHC, ela abandonou a profissão de jornalista para não atrapalhar a carreira política dele. Com os dois filhos, João, de 11 anos, e Pedro, de oito, bem crescidos, Anna Paola se queixava de pouco ter o que fazer. Por isso, assim que Pimenta deixou o governo, ela voltou à vida profissional com um gás de dar inveja.

Hoje, apresenta um programa no SBT de Brasília uma vez por semana, escreve uma coluna para uma revista mensal e ao mesmo tempo se prepara para retomar a profissão de designer de jóias. “Me dediquei à vida do meu marido durante o tempo do Ministério”, diz ela. “Agora quero ser reconhecida pelo meu trabalho.” Na vida profissional, ela não tem assinado o sobrenome mais conhecido, e sim o de Anna Paola Frade, como nos tempos de solteira.

Dezenove anos mais velho que a mulher, Pimenta resistiu em aceitar o retorno de Anna Paola à telinha. “A família dela tem tradição no jornalismo, fico muito contente com seu desempenho profissional”, diz ele agora. Anna Paola já teve um programa de entrevistas na TV Horizonte, um canal a cabo de Belo Horizonte.

A experiência dessa época ela trouxe para o novo programa Entre Amigos, que vai ao ar toda sexta-feira ao meio dia e meia. Nele, Anna Paola faz um quadro de sete minutos com liberdade para abordar o assunto que quiser. “Estou feliz com a participação dela no SBT. Ela está se saindo bem e com o tempo vai ter mais entrosamento com a tevê”, avalia Flávio Cavalcanti Júnior, diretor regional do SBT em Brasília.

Esta não foi a primeira vez que Anna Paola se libertou de uma situação que a impedia de caminhar pelas próprias pernas. Ainda muito jovem, seu pai, o jornalista Wilson Frade, preferia ver a filha bem casada a estar freqüentando redações, cujo ambiente competitivo ele considerava pouco saudável. “Meu pai era aberto para o mundo e fechado para a família”, diz Anna Paola.

Apesar dos olhares atravessados do pai, começou a trabalhar aos 18 anos numa coluna de moda no jornal mineiro Hoje em Dia. “Sempre gostei de moda”, diz. O sucesso foi inevitável. Um ano depois Anna Paola foi convidada para fazer uma série de reportagens de turismo na capital mineira para o Guia Abril. “Meu pai não dizia nada. Mas sei que para os amigos me elogiava”, conta orgulhosa.

Da mãe, Edma Frade, 57 anos, ela herdou o gosto pelas jóias. Conhecida em Belo Horizonte pelo bom gosto na composição das peças que usava, Anna Paola começou a desenhar modelos que logo se tornaram cobiçados pelas amigas. Estimulada pela mãe, passou a desenvolver um estilo próprio e se tornou uma marca na capital mineira, quando tinha apenas 20 anos. “Eu me inspirava na natureza e dava preferência para as pedras brasileiras”, conta. Hoje, depois de ficar parada por sete anos, Anna Paola quer voltar para o mercado com uma novidade: “Pretendo fazer bolsas feitas em ouro com pedras preciosas”, diz ela, que por enquanto está à procura de parcerias para o projeto.

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