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Na
infância, ela passava as tardes folheando revistas na casa
da avó, em São Paulo. Foi nas páginas da revista
Seleções que descobriu sua vocação
para os doces. Ela viu uma propaganda de bolos do pó Royal
e ficou com água na boca com a foto. "É minha
primeira lembrança gastronômica", diz Patrícia
Albuquerque, conhecida como Pati Piva. Hoje, aos 39 anos, é
uma das banqueteiras mais requisitadas em festas pelo Brasil. Além
de confeccionar doces para mais de 10 eventos por mês, possui
dois pontos de venda na capital paulista: no elegante Empório
Santa Maria e na Daslu, templo de consumo da elite. "Trufas
e bombons fazem o maior sucesso."
Formada
em Farmácia, Pati exerceu a profissão até mudar-se
para Baltimore, nos Estados Unidos, em 1991, onde ficou fascinada
com os livros de gastronomia e a variedade de panelas do país.
"Me aventurei nos doces nas festas que fazia para os amigos",
conta ela. A experiência deu certo. Em 1995, ela voltou ao
Brasil com um contêiner cheio de livros e panelas e mudou
de profissão.
Seu primeiro
evento foi na inauguração de uma loja de roupas de uma
amiga, onde apresentou aos convidados um biscoito de amêndoas,
de 3 cm de diâmetro, recheado de chocolate, em formato de estrela.
"A estrelinha virou minha marca", conta ela, que viaja todo
ano para a Europa e Estados Unidos para fazer cursos de gastronomia.
Casada e mãe de três filhos, Pati diz que o segredo para
o sucesso de uma festa é o equilíbrio entre doces e
salgados, além de uma boa decoração. "Se
tudo estiver equilibrado, até sonho de valsa e chocolate bis
funcionam bem."
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