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16/09/2002

   
 
Reprodução/ O Dia
“Queremos polêmicas na política. Chega de marasmo. Votar para mim é como fazer carícias. Tem de ter prazer’’ Marinara Costa, que é contra o voto obrigatório

 

Polêmica / Marinara Costa
Nossa Cicciolina
Canditada a deputada federal pelo PL, a policial é impedida pelo partido, que é ligado à Igreja Universal, de aparecer de lingerie no horário eleitoral gratuito

Eduardo Minc

 

Foram necessários apenas 13 segundos para que Marinara Costa, 35 anos, acabasse com o tédio da propaganda eleitoral na tevê. Sem tempo de explicar sua plataforma, a atriz e policial encontrou uma forma ousada de seduzir eleitores. Candidata a deputada federal pelo Partido Liberal no Rio de Janeiro, ela produziu um vídeo em que aparece com uma provocante lingerie vermelha, dançando ao lado da bandeira do Brasil. A loura só não contava com a intransigência do bispo da Igreja Universal Carlos Alberto Rodrigues Pinto, presidente do partido, que editou o vídeo horas antes de ir ao ar, na terça-feira 26 de agosto, e retirou as imagens em que ela aparecia com a polêmica peça.
Da fita original só foram exibidas as imagens de Marinara vestida. Indignada com a censura, a candidata vai entrar com um recurso no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) exigindo a liberação do clipe original. “Usar roupas sensuais não me desqualifica”, acredita. Não é o que pensa o bispo Rodrigues. “A maneira dela se exibir foi avançada para os nossos eleitores”, explica. O bispo argumenta ainda que, se Marinara entrar na Justiça, será submetida à Comissão de Ética do partido.

A candidata aposta na criatividade pela busca de um diferencial em relação aos concorrentes. “Queremos polêmicas na política. Chega de marasmo”, defende a loura. E, ao que tudo indica, ela nem vai precisar se esforçar. Afinal, posar de moça comportada nunca foi o forte da policial, que tem como mote de campanha a luta contra o voto obrigatório. “Votar para mim é como fazer carícias. Tem de ter prazer”, diz.

Para se dedicar à política, Marinara pediu licença das funções de oficial de cartório da polícia civil, mas continuará recebendo o salário de R$ 1.150. Ela está dispensada até o fim das eleições e ainda não decidiu o que fará caso seja eleita. A própria candidata brinca com a falta de recursos financeiros em sua campanha “Não faço campanha com um mutirão de reais, mas com uma multidão de amigos”, afirma. Entre eles estão os atores Francisco Cuoco e Vera Gimenez.

Reprodução/ O Dia
O bispo da Igreja Universal Carlos Alberto Rodrigues Pinto, presidente do partido, retirou as imagens em que ela aparecia de lingerie. “A maneira dela se exibir foi avançada para os nossos eleitores”, diz ele

Com sete funcionários trabalhando amontoados numa pequena sala transformada em comitê eleitoral, na Barra da Tijuca, Marinara já gastou até agora R$ 12 mil e tem apenas 12 galhardetes expostos na cidade. Para compensar a falta de estrutura, ela apela para o inusitado. Após ganhar um fusca branco, ano 80, fruto de doação de partidários, Marinara o batizou de Marinaromóvel. Com o carro, pretende chamar a atenção fazendo carreatas pelo litoral da cidade. “O carro desfilará pela ruas com modelos usando roupas sensuais e distribuindo rosas”, diz Marinara, que durante a campanha voltará a adotar o apelido Marinara Explode Coração, usado durante o tempo em que integrava o grupo do cantor e compositor Fausto Fawcett.

Alguns de seus projetos são, no mínimo, originais. Um deles foi inspirado no taxista Carlão, personagem interpretado por Francisco Cuoco na primeira versão da novela Pecado Capital, exibida na Globo em 1975. Marinara quer criar a Lei Carlão, defendendo a idéia de que todos os táxis devem ter vidros blindados como uma forma de proteção contra a violência dos grandes centros. A candidata também quer criar uma delegacia especial de proteção aos gays. “Eles merecem um tratamento diferenciado, como o que é dado aos turistas”, defende. Mãe de Júlia, 11, e Maria Clara, 1, filhas de dois casamentos, Marinara está solteira e acredita simbolizar a mulher do momento. “Sou uma Amélia da modernidade”, diz ela, que promete um novo vídeo polêmico em breve. Aos possíveis eleitores, ela manda um recado: “O conteúdo é surpresa. Mas é bom assistir antes que o bispo proíba”, ironiza.

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EDIÇÃO 163
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A candidata a deputada federal pelo PL Marinara Costa foi impedida pelo partido, que é ligado à Igreja Universal, de aparecer de lingerie no horário eleitoral gratuito. Segundo o presidente do partido, o bispo Carlos Alberto Rodrigues, a maneira dela se exibir é avançada demais para os eleitores. Vc acha que a candidata deve usar roupas sensuais durante suas aparições na tevê?
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