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02/09/2002

   
 
Leandro Pimentel
“Foi a maior emoção da minha carreira”, diz ele, que montou o painel de madrugada

 

Abel Gomes
Cenógrafo do Pan
Português que fazia cenários na Globo montou painel de 30 metros que recriou o Rio no México e garantiu à cidade sediar os Jogos Pan-Americanos de 2007

Luís Edmundo Araújo

 

O cenógrafo Abel Gomes, 51 anos, tem no currículo as duas visitas do papa João Paulo II ao Rio, em 1980 e 1997, assistida por 1 milhão de fiéis, e a apresentação de Frank Sinatra com público de 150 mil pessoas no Maracanã, entre outros megaeventos. A maior emoção de seus 35 anos de carreira, porém, aconteceu num hotel da Cidade do México. No sábado 24, Abel fez surgir o Rio de Janeiro diante das 400 pessoas da comissão julgadora que decidiria a sede dos Jogos Pan-Americanos de 2007 entre o Rio e San Antonio, no Texas (EUA). Sem esconder o deslumbramento com o painel de 30 m de comprimento com a Baía de Guanabara ladeada pelo Pão de Açúcar e o Cristo Redentor, os delegados da Organização Desportiva Pan-Americana (Odepa) escolheram o Rio, impondo a primeira derrota de uma cidade americana em disputas desse tipo.

A vitória coroou a idéia surgida no sábado 13 de julho, na Ilha Fiscal, no Rio, durante a festa de 40 anos do empresário Alexandre Accioly, cuja cenografia também foi de Abel. “Vi aquela vista da Baía e mostrei ao Abel. O resto ficou por conta da genialidade dele”, conta o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman. O dom de Abel foi desenvolvido em 16 anos de Globo, de 1969 a 1985. “Foi um trampolim e tanto”, diz o responsável pelos cenários do Chico City e Chacrinha, entre outros. Hoje ele é dono da própria empresa, a P&G Cenografia, e assina projetos como a gigantesca árvore de Natal montada há 4 anos na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio.

Casado e pai de dois filhos, o português nascido no Vizeu considera-se um carioca da gema. Prova disso foi a malandragem operada no México. Ele conseguiu autorização da Odepa para esconder no palco o material usado na apresentação. “No primeiro dia ficamos das 20h30 às 6h30 montando tudo e camuflando. No segundo, ensaiamos das 22h às 4h30”, conta. No terceiro dia, fez surgir o Rio de Janeiro, ao som de “Garota de Ipanema”, para deleite de quem assistia e revolta dos americanos, pegos de surpresa. “Foi a maior emoção da minha carreira”, resume o autor da façanha, que agora sonha em fazer a cenografia da abertura do Pan 2007.

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