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02/09/2002

   
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Lula ganha novos fãs
Tradicionalmente apoiado pela classe artística engajada, o candidato petista ganha votos de sertanejos, pagodeiro e socialite

Luís Edmundo Araújo e Vivianne Cohen

 
Olivio Lamas
Lula com Zezé di Camargo (à esq.) e Luciano (à dir.) em Campo Grande, na quarta-feira 21, primeiro showmício da dupla em favor do petista: “Sou seu amigo, admirador e maior cabo eleitoral”, diz Zezé

O cantor sertanejo Zezé Di Camargo foi um dos primeiros artistas a aderir à campanha de Lula à Presidência. Eleitor de Fernando Collor em 1989, Zezé aproximou-se do petista por intermédio de um amigo comum, o advogado Paulo Viana. No ano passado, Zezé e o irmão Luciano cederam a música “Meu País” para o programa eleitoral do PT. Agora fecharam contrato para realizar até onze showmícios durante a campanha. Nove no primeiro turno e dois no segundo. “Depois que conheci o Lula passei a votar nele. Sou seu amigo, admirador e maior cabo eleitoral”, diz Zezé. “O artista não pode ficar em cima do muro, tem de dizer o que pensa”, emenda Luciano, novato em campanhas e eleitor de Lula em 1989, quando era bancário em Goiás.

 
Com Vera Loyola, na inauguração do comitê do PT no Rio em imóvel cedido pela socialite: “As pessoas pensam que estão na Europa. O Brasil é isso, o homem que vem de baixo e galgou patamares”, diz Vera  

A primeira apresentação aconteceu em Campo Grande, na quarta-feira 21, diante de 50 mil pessoas. Zezé e Luciano começaram o show e quando cantaram “Meu País” chamaram Lula ao palco. Os sertanejos exigiram que o palanque político, onde aconteceram os discursos, fosse separado. Para a quinta-feira 29, está marcado o segundo showmício, no Rio. Horas antes, eles participarão de um coquetel do PT na churrascaria Porcão que reunirá 300 personalidades, entre elas Chico Buarque, Herbert Vianna, Carla Camuratti e Letícia Sabatella. No dia seguinte, cantarão em Ribeirão Preto (SP). Pelas apresentações, eles recebem R$ 75 mil, basicamente para arcar com os custos da produção. “Como se paga o presidente para trabalhar, também se paga o artista. Mas não pode ser uma quantia exorbitante”, diz Luciano.

Renato Velasco
Com o cantor Zeca Pagodinho, seu eleitor

Eles não temem ter a imagem atrelada ao candidato do PT. “É melhor se decepcionar depois do que continuar se decepcionando. O Lula pode não ter experiência administrativa, mas não faz conchavo com quem manda no Brasil há muito tempo”, afirma Luciano. “Meu voto é um voto de confiança. Esse governo não fez nada pelo social, embora o presidente seja sociólogo. O Lula vai fazer uma distribuição de renda mais justa.” A dupla faz questão de frisar que o compromisso deles é com Lula, não com o PT. “Nunca fui partidário, sou do partido dos amigos”, diz Zezé. Em Minas Gerais eles apoiam o candidato tucano Aécio Neves porque são amigos do governador Eduardo Azeredo.

Não é o caso da atriz Letícia Sabatella. Militante antiga do PT, ela não pensa em subir em palanque este ano, mas se coloca disponível para aparecer no programa eleitoral. “Não serei egoísta se Lula precisar de mim”, diz ela. Por enquanto, só foi chamada para participar de palestras no Rio. “Sei que é uma grande responsabilidade declarar meu voto porque sou formadora de opinião. Mas não temo porque é por convicção.” A adesão do cantor Zeca Pagodinho ficou clara há dois meses num churrasco oferecido ao candidato do PT em Xerém, no Rio, onde ele tem uma chácara. “O País precisa de alguém do povo, que conhece o sofrimento dos mais humildes. Lula é único que conhece essa realidade”, diz o pagodeiro, que topa fazer shows em prol da candidatura petista. O cantor e compositor Gilberto Gil é sucinto ao falar das razões do apoio. “Agora é o momento do Lula”, diz ele.

Engajada de corpo e alma na campanha, a socialite Vera Loyola, símbolo dos emergentes cariocas, transformou sua antiga padaria na Barra da Tijuca em comitê do PT e visita o local duas vezes por semana. Para quem estranha o fato de vê-la apoiar um candidato que já meteu medo na elite, ela tem a resposta na ponta da língua: “Ele é a favor do Brasil. Se um empresário do porte de José Alencar não acreditasse na capacidade do Lula, não seria seu vice”, diz ela. “Está na hora de darmos uma chance a alguém que se prepara há 30 anos para ser presidente. As pessoas pensam que estão na Europa. O Brasil é isso, o homem que vem de baixo, galgou todos os patamares da sociedade e hoje é um nome nacional.”

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