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Em
quem vai investir?
Estamos saindo com
uma artista chamada Vanessa Damata. Sabemos que vai ser muito bem
recebido pela crítica. Agora, até o público
tomar conhecimento, vai levar um tempo. Demora mais, mas, quando
chegar, vai ser para ficar. É como Marisa Monte. Ela conquistou
o público dela com show, não dá entrevista,
não vai em Faustão nem no Gugu. Acho que a Vanessa
tem tudo para ir por esse caminho.
Quem
é sua maior estrela?
O Roberto Carlos. Ele sempre foi, é e continuará
sendo. A relação que temos com ele em 40 anos é
de vida. É reconhecidíssimo, respeitado, e uma pessoa
ótima de trabalhar.
Qual
é o lançamento de que mais se orgulha?
O Skank. Criamos o selo Caos justamente quando lançamos o
Skank. A gravadora tinha uma cara muito de "marketing",
que pegava as coisas imediatas e de artistas descartáveis.
A MTV estava começando também e vimos que estávamos
fora daquela turma. O selo adotou uma postura de deixar as bandas
trabalharem livremente. Dali surgiu Skank, Planet Hemp, Jota Quest,
Cidade Negra, Chico Science.
Como
descobriu o Skank?
É uma coisa engraçada porque o empresário
deles, Fernando Furtado, tinha lido uma entrevista minha, já
tinha tentado várias gravadoras com a fita demo e não
conseguia de jeito nenhum acesso. Um dia ele resolveu entrar na
Sony porque conhecia um gerente de promoção. Com o
pretexto de falar com ele, entrou, mas foi atrás da minha
sala e entrou sem que eu estivesse esperando. Mostrou uma fita com
um pedaço de um show deles e falou: “Você tem
que ver isso!”. A gente viu que era muito bom e comprou aquela
idéia e começamos a trabalhar com o CD que eles já
tinham gravado. Custou um ano e meio de trabalho para vender 100
mil cópias. Quando a gente vê o sucesso do Skank hoje,
fico muito orgulhoso.
Como
você vê a ameaça da internet?
Hoje ela ainda é uma ameaça porque a gente não
conseguiu encontrar uma maneira de se adequar a essa realidade.
Mas em três anos estaremos vendendo pela rede. As pessoas
vão poder comprar faixas de discos.
Qual
foi o último disco que comprou?
Eu não compro. Eu ganho,
troco. Um disco que estou ouvindo muito é o do Oasis.
Quer
dizer que, se depender de você, as lojas estão perdidas!
Se depender de mim sim. Nós,
das gravadoras, trocamos discos entre nós.
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