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| Patrícia
Pillar com Cecília Maia em Rio Verde, Goiás:
magnetismo pessoal |
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| Silvia
Ruiz entrevista José Antonio Eboli |
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A
campanha eletrônica
Na
campanha presidencial mais influenciada pela mídia, especialmente
a eletrônica, era natural que os especialistas em televisão
tivessem grande projeção. Pode-se assim marcar três
etapas na sucessão de Fernando Henrique Cardoso. Na primeira,
brilhou o gênio dos marqueteiros, que usaram o espaço
dos partidos políticos para apresentar seus candidatos. Deu-se
bem quem apareceu bem, casos de Roseana Sarney, Luiz Inácio
Lula da Silva e Ciro Gomes, nesta ordem.
Veio
então a segunda etapa da disputa via mídia, caracterizada
pela interferência do jornalismo na imagem que se pretendeu
construir. Primeiro, o dinheiro da Lunus, em pleno horário
nobre, ajudou a desmontar a pré-candidatura de Roseana. Depois,
vieram as entrevistas, especialmente as do Jornal Nacional, e os
debates, notadamente o da Rede Bandeirantes. Eles ajudaram a desnudar
os candidatos, forçando o conflito de idéias, mas
também de estilo, de temperamento, de agilidade.
Na
última semana, iniciou-se o horário eleitoral, que
junta a genialidade dos marqueteiros com o conflito de idéias
e estilo. Mas ele pode ser temperado por um terceiro elemento, aquele
formado por quem mais entende de fabricar e transmitir emoções
pela telinha: os artistas. Foi o que bem fez, na campanha eletrônica,
o candidato José Serra.
No
quesito do magnetismo pessoal, contudo, ninguém parece maior
que Patrícia Pillar. Para retratar algo que ainda não
se viu na televisão, Gente enviou a chefe da
sucursal de Brasília para Rio Verde, no interior de Goiás,
onde Patrícia participou de uma carreata de Ciro Gomes. Em
São Paulo e no Rio de Janeiro, outros repórteres da
revista mapearam os artistas que apóiam cada presidenciável,
por ideologia ou contrato.
Luciano
Suassuna
Diretor de Redação
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