22 de novembro de 1999
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Aurélio, versão século 21

Gabriela Mellão

Rolou um perrengue, mas um madeira de dar em doido deletou a quizumba. Essa frase pode até ser estranha, mas não mais ininteligível. Para descobrir seu significado, agora basta abrir o dicionário. Acaba de ser lançada a terceira versão do Aurélio (Editora Nova Fronteira, 2.128 págs.), que inclui gírias, expressões e terminações derivadas principalmente da informática e das ciências nos últimos 13 anos. Aliás, a frase inicial significa "aconteceu uma briga, mas um indivíduo valente acabou com a confusão".

O Novo Aurélio Século 21 chega às vésperas do segundo milênio mais moderno e completo: ganhou 60 mil novas definições, cor nas cabeças dos verbetes para facilitar sua localização e transcrição fonética de palavras "importadas", como download e hot-dog.

Mais do que instrumentos de pesquisa, os dicionários são registros da língua, nossa principal ferramenta de comunicação. E documentar o português sempre foi uma obsessão de Aurélio Buarque de Holanda, o professor, ensaísta, poeta, filósofo e sobretudo lexicógrafo ("autor de dicionário", segundo o Aurélio). "Aos vinte e poucos anos, em Maceió, ele já pensava no seu dicionário", disse a escritora Raquel de Queirós.

O lexicógrafo começou a elaborar sua primeira edição em 1970, com força de vontade e uma pequena equipe. Dizia que o trabalho exigia paciência e uma espécie de sexto sentido para se aprofundar na "psicologia das palavras". Acompanhou - antes de sua morte, em 1989 - os primeiros três anos de pesquisas para a recente edição, concluída por mais de 50 especialistas sob a coordenação de sua esposa, Marina Baird Ferreira, e da professora Margarida dos Anjos. O Novo Aurélio Século XXI está indiscutivelmente completo, mas é preciso admitir uma pequena falha. Ficou faltando a definição da palavra "Aurélio", hoje sinônimo de dicionário.

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