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O ecletismo
sempre marcou a trajetória artística de Fábio
Jr. Às vezes, como ator e cantor ao mesmo tempo, outras como
apresentador e cantor, ele sempre brilhou em no mínimo duas
frentes. No último ano, porém, a coisa estacionou.
Nesse período, o galã se separou pela quinta vez,
pôs um ponto final no programa que apresentava há três
anos na Record e recusou uma proposta para atuar na Globo. Este
mês, Fábio volta como tudo começou: cantando.
Sua rotina continua a mesma: jantares na casa de amigos ou em uma
churrascaria acompanhado deles e só. Nada de badalações
noturnas. Mas com o lançamento de Fábio Jr. Acústico,
ele quer revirar a vida, montar um show e cair na estrada. Aos 48
anos, pai de Cléo, 19 anos, Tainá, 16, Krysia, 14,
e Felipe, 12, e ex-marido de Tereza Coutinho, Glória Pires,
Cristina Kartalian, Guilhermina Guinle e Patrícia de Sabrit,
o galã quer dar gás total à carreira de cantor
e sossego ao coração.
Prestou
alguma homenagem ao seu pai no Dia dos Pais?
(Silêncio.) Do meu jeito (com a voz embargada).
No próximo dia 19, ele completaria 74 anos (foi assassinado
em 1983). Lembrei de várias passagens e fiz uma oração
para ele. O Dia dos Pais sempre foi complicado para mim. Hoje encaro
com mais serenidade. Mas a música Pai é
um troço, tem show que não vou até o final.
Sua
filha Cleó gravou uma mensagem de Dia dos Pais num programa
de tevê para Orlando Moraes (marido de Glória Pires).
Como vê isso?
Que legal! O Orlando tem todo o mérito. Me separei da Glória
quando a Cléo tinha um ano. Ele merece ser lembrado como
pai. Tenho dois amigos, o Roni e o Fleu, que são meus irmãos.
Do mesmo jeito, o Orlando é pai da Cléo também.
Ciumento
assumido, como vê a Cléo iniciando carreira artística
e aparecendo em revistas? Amanhã ou depois ela pode fazer
um ensaio fotográfico sensual.
Ela nunca quis isso. Há três anos ela me disse: Não
quero ter a vida que você e minha mãe têm. Ser
famoso e não ter privacidade. Aí, ela me vem
com essa de filme (Benjamim) e disse que já recebeu
outro convite. Se não fosse assim, a genética não
existiria. A mãe é atriz, o pai número um é
cantor, compositor, apresentador, ator, pescador e o pai dois, músico
e compositor.
E
o que acha do namoro da Cléo com o modelo Cássio Reis?
Ele é gente finíssima. Pô, esse tá com
cheiro de genro mesmo! Não tenho como escapar (risos).
A Cléo já teve outros namoradinhos que achei meia-
boca, mas esse é campeão. A Tainá tem 16 anos
e a Kika fará 15. Ou seja, vou pagar tudo o que fiz! (risos).
Você
está lançando o 19º CD, depois de um intervalo
de um ano e meio. O CD tem a ver com o que você viveu nesse
período?
Não, porque não são inéditas. É
um acústico. Mas ainda me emociono em estúdio. Deixei
para gravar Pai por último e foi de uma vez só.
Tem músicas sobre separação em que o bicho
pega também. É tudo muito recente: acabei de casar
e de me separar, né?
O
fim do programa na Record o abalou?
Queria parar antes. No início, era gostoso. Depois, muda
direção, coloca um game aqui e ali e começou
a descaracterizar. O formato ficou igual ao de outros programas.
Foram três anos na Record e saí em dezembro de 2001,
dois meses antes do fim do contrato.
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