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Pela
quantidade de sobrenomes, nome de princesa ela já tem. Agora
só falta o Palácio para Rosângela Rosinha Garotinho
Barros Assed Matheus Oliveira, 39 anos, realizar
a fantasia de milhares de mulheres: ser primeira-dama
do Brasil. E jeito ela leva. Afinal, entrou por acaso para a vida
política quando conheceu, aos 16 anos, um poeta cabeludo
de 19 que militava no antigo Partido Comunista Brasileiro. Pouco
tempo depois, em 1982, ajudou Anthony Garotinho, já seu marido,
a fundar o PT em Campos e participou ativamente da primeira campanha
dele como vereador. Hoje, 20 anos depois, Rosinha, como ficou conhecida
no meio político, ganhou luz própria. Além
de viver a expectativa de ser primeira-dama, lidera as pesquisas
eleitorais com 30% das intenções de voto segundo
o Datafolha de julho para ocupar, na condição
de governadora do Estado do Rio, o Palácio Laranjeiras, onde
viveu por três anos com o marido governador.
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| Junho
de 2002 Rosinha com a filha Clara, de 8 anos: ela já proibiu
dois filhos de ir à praia no verão porque eles foram reprovados
no colégio |
Rosinha
garante estar preparada para exercer a dupla função.
Se os dois vencerem, afirma que se desdobrará para estar
ao lado do marido em Brasília sem se descuidar de seus compromissos
de governadora. Analisamos muito bem todas as situações
que teríamos que enfrentar. Sabemos dos riscos e decidimos
enfrentá-los juntos, diz ela. O trabalho já
começou. Tem se dividido entre suas peregrinações
pelo interior do Rio e nas andanças do marido Brasil afora.
É seu estilo. Rosinha é militante nata.
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| Dezembro
de 1981 Com a família, no casamento. “Eu como governadora
e Garotinho como presidente vamos deslanchar este País”, diz
ela |
Tanto
que ao exercer a função de primeira-dama do Estado
na gestão do marido, fez questão de ter uma função.
Arregaçou as mangas e assumiu a Secretaria de Ação
Social e Cidadania, onde administrou programas como Cheque-Cidadão
e o Restaurante Popular, projetos que se tornaram alvo predileto
dos adversários políticos e foram tachados de populistas.
Por isso, já foi comparada à famosa primeira-dama
argentina Evita Peron. Eu como governadora e Garotinho como
presidente vamos deslanchar este País, diz ela. O marido
e candidato pelo PSB à Presidência é só
elogios. O que me fascina na Rosinha é sua capacidade
de ser mãe, companheira e militante ao mesmo tempo. Ela é
um presente de Deus na minha vida, diz o candidato, que está
em quarto lugar nas pesquisas com 10% das intenções
de voto, segundo o Vox Populi. A primeira-dama tem que ser
uma pessoa engajada no projeto de transformação que
pretendemos implantar e ter uma visão política. Rosinha
se encaixa perfeitamente neste modelo.
A
política nunca foi desculpa para Rosinha deixar de exercer
com pulso forte seu papel de mãe. Ela administra de perto
uma família de nove filhos, cinco deles adotados. Sua fórmula
é simples: muito diálogo e rédea curta. Mesmo
ausente, monitora-os pelo telefone. Faço o estilo mãe
durona sem deixar de ser carinhosa, define ela, que já
deixou dois filhos sem ir à praia durante o verão
porque foram reprovados no colégio. Lembra-se de uma vez
que o mais levado deles, cujo o nome prefere não revelar,
tirou uma figurinha do álbum do irmão e negou a autoria
do crime. Rosinha pressionou o filho, ele confessou e ficou
de castigo. Eu conheço pelo olhar deles quando mentem.
Mesmo
com tantas funções, Rosinha ainda encontra tempo para
cuidar de si mesma. Diz que é tudo questão de organização.
É difícil surpreendê-la sem os cabelos arrumados
ou as unhas pintadas. Quando não tem tempo de ir ao salão,
recebe a manicure ou o cabeleireiro em sua casa. Faz o mesmo com
as roupas. Se a agenda não lhe permite uma visita ao shopping,
escolhe suas roupas em casa. A única atividade que Rosinha
não tem cumprido religiosamente é a ginástica.
Nem precisa. A boa forma vem sendo mantida na atribulada rotina
de percorrer todos os municípios do Estado. Em dois meses
de campanha, perdeu mais de seis quilos. Quando se quer se
encontra tempo para tudo, diz.
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