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29/07/2002

   
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O Pillar de Ciro

Maior cabo-eleitoral do candidato do PPS, a atriz Patrícia Pillar diz que gosta de dar palpites e que não viverá de recepções e vestidos se for primeira-dama

Cecília Maia

 

Isolado na segunda colocação com 27% das intenções de voto, segundo o último levantamento do Vox Populi, o candidato da Frente Trabalhista, Ciro Gomes, conta com um inestimável cabo eleitoral: a atriz Patrícia Pillar, 38 anos. Embora não sejam oficialmente casados, Patrícia engajou-se de corpo e alma na campanha de Ciro e prepara-se para, eventualmente, assumir o posto de primeira-dama do País. Com sua beleza e carisma, ela trouxe simpatia, charme e um exemplo de força pessoal para a campanha com sua luta contra um câncer de mama diagnosticado no final do ano passado. O resultado está agradando os correligionários do marido: “Ela tem um carinho natural pelo público, é carismática, sensível e tem muita consciência política. O Ciro que se cuide!”, brinca o senador Roberto Freire (PPS-PE).

Felipe Barra
Brasília, 28 de maio de 2002 Patrícia no lançamento do livro de Ciro, organizado por ela: o casal gosta de ver filmes no vídeo e fazer cooper na Lagoa, no Rio

Patrícia é cautelosa. Evita falar sobre como seria se fosse a nova inquilina do Palácio da Alvorada. “Certamente não ficaria desfilando vestidos e nem viveria de recepções. Eu sou do trabalho”, adianta. E é mesmo. O livro Um Desafio Chamado Brasil, lançado por Ciro Gomes em maio, saiu graças a Patrícia. Ela compilou os textos escritos pelo marido entre 1995 e 1999, organizou-os e procurou uma editora para colocá-lo no mercado. “Sou palpiteira”, admite a atriz, que não resiste a um discurso ao ser indagada se gostaria de fazer algo para ajudar a população. “Se puder, faço e tenho muitas idéias”, afirma. “Acho que a prioridade é a educação, educação e educação. As crianças devem ser muito bem assistidas desde bebês e as mães devem ter garantias de ir trabalhar sem deixar os filhos por aí ou com outras crianças cuidando delas. Também tem os velhinhos e aposentados que precisam de mais atenção. Enfim, há um universo de necessidades a que o governo deve estar sempre atento”, discorre. E acrescenta: “Não sei como vai ser, mas também quero continuar lidando com a cultura.”

Marcos Mendes/ AE
São Paulo, 24 de dezembro de 1994 Como ministro da Fazenda, ele participou de um evento com a classe artística: paixão à primeira vista

Foi por ser engajada que Patrícia conheceu Ciro Gomes. O primeiro encontro ocorreu em 1994, quando ele era ministro de Itamar, num evento, em São Paulo. A admiração da atriz pelo político, porém, vinha desde 1992, como ela declarou numa entrevista, quando ele era governador do Ceará. “Minha admiração por ele só cresceu de lá para cá. Ele pegou um Estado pobre e o transformou. Foi prefeito de Fortaleza e ministro, portanto está muito preparado para assumir a Presidência e fazer um belo trabalho pelo Brasil”, defende.

No dia-a-dia, o casal se divide entre o Jardim Botânico, no Rio, onde a atriz mora e trabalha, e a Praia de Iracema, em Fortaleza, onde Ciro construiu sua carreira política e tem um apartamento. Eles gostam de ver filmes no vídeo – ele adora ficção científica – e de sair para ir ao teatro. Quando vão jantar fora, preferem restaurantes mais simples. Se ficam em casa, Ciro prepara uma macarronada. Patrícia não gosta muito de cozinhar. No Rio, em tempos mais tranqüilos, fazem cooper na Lagoa Rodrigo de Freitas quase diariamente. Patrícia cultiva uma boa relação com os filhos do marido – Livia, 18 anos, Ciro, 17, e Yuri, 13. Os dois rapazes já passaram temporadas na casa da atriz, sem o pai. Lívia ainda não, embora saia com os dois para jantar com freqüência. Com Patrícia Gomes, ex-mulher de Ciro e candidata a senadora pelo PPS no Ceará, a relação é formal.

Longe da televisão desde o ano passado, quando atuou em Um Anjo Caiu do Céu, na Globo, Patrícia Pillar é conhecida no meio artístico por sua coragem e personalidade. O autor de O Rei do Gado (1995), um dos trabalhos de maior repercussão da atriz, é fã de carteirinha: “Para fazer a Luana, no Rei do Gado, ela passou um mês com os bóias-frias nos canaviais”, lembra o autor da novela, Benedito Ruy Barbosa. “Poucas atrizes fariam isso. Ela é maravilhosa, idealista e tem consciência dos problemas do País.”

 

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