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29/07/2002

   
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A mulher de José Serra

Ex-bailarina, a psicoterapeuta chilena
Monica Serra coordena uma ONG, ajuda
na campanha pela internet e sugere ao
marido alongamento para relaxar

Juliana Lopes

 

Um dos melhores conselhos que a psicoterapeuta Sylvia Monica Allende Serra, 58 anos, dá ao marido é mesmo digno de uma bailarina: que ele faça alongamentos para relaxar os músculos. “Tirar um descanso de domingo quando está mais ocupado. É claro, nem posso ser atendida!”, diz a mulher e agora parceira de campanha do candidato José Serra, que conheceu no Chile, na casa de uma amiga francesa. Discreta, a psicoterapeuta chilena, parente distante do presidente Salvador Allende, casada com Serra há mais de 30 anos, ainda se depara com novidades por estar ao lado de um presidenciável: “A caixa postal do meu celular enche sempre antes de eu tirar os recados do dia”, comenta.

Piti Reali
São Paulo, 23 de julho Monica Serra gosta de ler os jornais na sala de sua casa pela manhã

Nem de longe, porém, ela parece inexperiente com o poder. Monica nunca fez questão de estar sob os holofotes que rastreiam os passos de seu marido, mas já trilhava, desde a década de 60, caminhos próprios. Seu projeto mais conhecido foi a fundação, em 1996, da ONG Arte Sem Fronteiras, que promove a integração cultural entre os países da América Latina. A associação sem fins lucrativos que já distribuiu pôsteres e vídeos para introduzir a arte de Tarsila do Amaral, Portinari, Anita Malfatti e outros em escolas, tem apoio da Unesco e debates agendados fora do Brasil até 2004. Seus amigos sabem de cor seus projetos e idéias que acabam debatidos em jantares reservados.

Fotos: Reprodução
Década de 60 no Chile Parente distante do presidente Salvador Allende, ela conheceu e se casou com José Serra em sua terra natal, onde era bailarina

“Apesar de ser chilena, ela pensa muito no Brasil. Olhar social ela sempre teve, movida por uma bendita inquietação. Vez ou outra ela diz que o País tem que melhorar”, conta a empresária e presidente da Sociedade Amigos da Cinemateca, Cosette Alves, uma das melhores amigas de Monica. Mesmo com a campanha a pleno vapor, Cosette e Monica prometeram uma à outra um almoço por semana. É na casa da esposa de João Sayad, secretário das Finanças de Marta Suplicy, que os encontros rompem as madrugadas com conversas sobre cultura e política. “Você não consegue se livrar da conversa de Monica porque ela é irresistível”, diz Pedro Paulo Sena Madureira, diretor da Editora Siciliano.

Se José Serra for eleito – ele tem 14% da preferência na última pesquisa do Vox Populi –, Monica não dá sinais de que pretende palpitar nas questões de governo. Por hora, mexe uns pauzinhos aqui e ali para angariar votos. “Falo a quem quer ajudar para enviar por e-mail para seu mailing um texto próprio explicando porque vai votar no Serra. Isso criou uma corrente que já foi longe e voltou”, conta Monica, mãe de Verônica, 32, e Luciano, 29. O ministro da Educação, Paulo Renato Souza, que conheceu o casal em 1969, diz que a força de vontade é uma de suas características. “Ela tem uma tenacidade incrível”, diz ele.

Longe do posto de candidata a primeira-dama, a psicoterapeuta trata das plantas do jardim e arruma vasos de flores, em sua casa no Alto de Pinheiros, bairro nobre de São Paulo. Gosta de rir das histórias divertidas de parentes. Fica horas na internet e, quando dá, faz alongamentos. Deixou de lado a dança há pouco tempo, por um problema no joelho. Antes de dormir sete horas diárias, lê Retrato em Sépia, de Isabel Allende, ou Symmetry in Chaos, de vários autores. Também adora assistir aos ensaios do Balé Cisne Negro, dando um ou outro palpite para a coreógrafa, que é sua amiga. Qualquer mudança radical no visual para inaugurar a nova fase, está descartada. “Não mudaria meu estilo, descaracterizaria minha personalidade. E nem pensar em fazer plástica. A não ser que queira parecer uma pessoa que não sou eu mesma”, explica. Apesar de morar há mais de 20 anos no Brasil, ainda fala com sotaque.

O desapego às frivolidades, aliás, é motivo de comentário dos amigos. A dramaturga Leilah Assumpção, colega do casal Serra há cerca de 20 anos, acha que, por isso, Monica é um modelo ideal de primeira-dama. “Ela compra roupa na terra dela porque é mais barato. Aqueles óculos vermelhos eu perguntei se eram da DKNY e ela falou que tinha comprado na farmácia da esquina. Isso é que é exemplo de primeira-dama de um país em desenvolvimento”, disse Leilah.

 

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