|
Quando
lançou há dois anos o seu primeiro disco, Samba
Raro, Max de Castro passou a ser superestimado como o salvador
da pátria musical brasileira por sua fusão de soul,
MPB, samba e música eletrônica. Max tem inegável
talento e evoluiu muito com seu segundo e recém-lançado
CD, Orchestra Klaxon, mas, definitivamente, não está
reinventando a MPB. Orchestra
Klaxon, cujo nome remete à revista literária criada
pelos modernistas de 1922, é um belo disco que bebe nas fontes
de Jorge Ben Jor, este, sim, genuíno revolucionário
musical.
O
solitário Samba Raro já era um bom disco, mas
Orchestra Klaxon avança por promover a interação
de Max com nomes como Erasmo Carlos, Marcelo Yuka, Nelson Motta
e Seu Jorge. Erasmo, por exemplo, é o autor da letra do bom
samba-rock A História da Morena Nua que Abalou as Estruturas
do Esplendor do Carnaval. Já Yuka assina os versos
de Os Óculos Escuros de Cartola, faixa em que
fica clara a influência de Ben Jor na obra de Max.
A
participação de músicos como o saxofonista
J.T. Meirelles dá a algumas faixas um sotaque do samba-jazz
produzido nos anos 60. O CD, aliás, abre com o tema instrumental
O Futuro Pertence a Jovem Vanguarda. Sobra pretensão
na obra de Max, mas músicas como o funk eletrônico
Mais uma Vez, um Amor e o samba Linha do Tempo
mostram que o filho de Wilson Simonal tem lugar garantido na MPB
com a benção de Ben Jor. Samba não
tão raro
|