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24/06/2002

   
 
Felipe Barra
“Quantas vezes o funcionário atrás do balcão nem olha para quem está atendendo?”, diz Vera

 

Profissão / Vera Leon
Em defesa do bate-papo
Jornalista se dedica a incentivar diálogo no trabalho por meio de palestras em empresas e em órgãos públicos

Cecília Maia

 

A jornalista Vera Leon, 51 anos, jamais pensou que um dia poderia servir ao exército dos que combatem a comunicação de massa e o volume de informações da vida moderna. Depois de mudar-se para Brasília e se deparar com a competição extremada no ambiente de trabalho, ela descobriu uma fórmula “mágica” para se opor a esse mal: a comunicação interpessoal. “A avalanche de informações deixa as pessoas anestesiadas, sem capacidade de usar essa comunicação para chegar ao outro”, diz ela.

Vera se dedica a incentivar a humanização em ambientes de trabalho por meio do diálogo. Há quase um ano dá palestras sobre “a comunicação como caminho para o encontro”. O alvo principal tem sido funcionários de instituições públicas e da iniciativa privada. O resultado tem sido dos melhores.

Nas palestras, a jornalista fala sobre a necessidade do autodiálogo e do olho no olho na hora da conversa profissional. “Quantas vezes o funcionário atrás do balcão nem olha para a pessoa que está atendendo? Se isso acontece num hospital, já pensou como fica aquele que está necessitando de serviços médicos?”, questiona. “Quando a comunicação não flui o ambiente é estressado”, afirma. Vera ainda defende o processo de humanização como meio de a empresa segurar o bom funcionário e aumentar a produtividade.

Discutir o valor da comunicação não é novidade para essa jornalista que passou boa parte de seus 30 anos de profissão em assessorias de imprensa. Tudo começou em Santos (SP), sua terra natal. Preocupada com a relação fria entre os funcionários do hospital onde trabalhava, Vera decidiu organizar um grupo de discussão.

As pessoas se empolgaram e o grupo foi ganhando formato permanente. “Foi maravilhoso. Pessoas que se sentiam inferiorizadas, como faxineiras, por exemplo, passaram a dar valor ao que estavam fazendo, passaram a cumprimentar os colegas de cabeça erguida”, conta. Em Brasília, Vera começa a colaborar para a humanização das relações no centro do poder do País. “Espero abrir uma porta para que as pessoas se sintam mais felizes”, diz.

DICAS PARA O FUNCIONÁRIO:
• Cumprimentar colegas, dizer
bom dia, bom fim de semana
• Ao falar, olhar nos olhos
• Assumir que não sabe, que tem dúvidas. Isso não desmerece
• Não sacrificar o horário de almoço
• Ser cortês, gentil, mas firme
ao dizer não
a
DICAS PARA O CHEFE
• Deixar claro que é aberto
a tirar dúvidas, a ouvir sugestões
e críticas
• Ver e tratar a equipe como parceira
• Ser pontual ao marcar reunião com a equipe
• Se é compulsivo por trabalho, autorizar alguém para lembrar a hora do almoço e o fim do expediente para não exaurir a equipe
• Aprender a delegar e a confiar
na capacidade dos escolhidos

 

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