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24/06/2002

   
 
AP
Roberto Carlos foi motivado a criar uma fundação por conta de seu filho adotivo (na foto). Cafu inicia trabalho com crianças do lugar onde cresceu e conviveu com a miséria e a violência

 

Solidariedade
Craques pela infância
Depois de dez anos de espera, porta- bandeira da escola de samba carioca Beija-Flor de Nilópolis consegue realizar o sonho de ser bombeiro

Fábio Farah

 
 
Andre Sarmento/ Folha Imagem

Motivados pelo exemplo da Fundação Gol de Letra, craques da Copa como Cafu e Roberto Carlos entraram no campo da ação social e estão em fase de aquecimento. O jogador do Roma e lateral-direito e capitão da Seleção Brasileira, Cafu, jamais se esqueceu do dia em que foi visitar uma instituição que cuidava de crianças deficientes. “Eu chorei muito e pensei em como era feliz sem saber. Apesar dos problemas aquelas crianças estavam alegres e brincavam”, conta o craque. “Naquele momento decidi colocar em prática um sonho que tenho há muito tempo.”

A Fundação Cafu iniciará, em julho, as obras de construção de sua sede no Jardim Irene, em São Paulo, bairro onde o craque cresceu e desenvolverá projetos com 240 crianças de 7 a 17 anos. “Decidi alimentar o sonho das crianças no lugar onde convivi com miséria e violência”, comenta o capitão da Seleção Brasileira. As crianças carentes participarão de várias atividades como: esportes, informática, dança, música, artes plásticas, capoeira, oficinas de leitura e programas de orientação sexual e prevenção ao uso das drogas.

“O que mais me emociona é ver realizado o sonho de várias crianças através do meu sonho. Quero que todas elas tenham um futuro brilhante”, diz o atleta. “Eu acredito estar fazendo a minha parte, mas a nossa meta é evoluir a cada dia e para isso é preciso a ajuda de todos”.

Roberto Carlos, lateral esquerdo do Real Madrid e da Seleção Brasileira, também foi marcado por uma infância cheia de dificuldades, mas o impulso para criar uma fundação foi seu filho adotivo Roberto Carlos Júnior, hoje com dois anos e meio. Ele era um bebê internado na UTI de Araras com problemas cardíacos e sua adoção foi desaconselhada porque estava quase sem chances de recuperação. Comovido com a históriam, o jogador importou dos Estados Unidos equipamentos para o tratamento da criança. Hoje, desmancha-se sempre que fala dele. “Ele é um guerreiro porque lutou contra a morte e venceu. Hoje meu filho é uma criança linda, cheia de alegria. Corre o tempo todo pela casa e não tem nenhuma seqüela. É o xodó da família e o que vivemos com ele é uma coisa mágica, uma história de amor que eu queria que todos vivessem.”

O projeto da Fundação Roberto Carlos será sediado em Araras, cidade onde morava quando ingressou no União São João, e também se desenvolverá em Ribeirão Preto, Porto Ferreira, Garça (cidade onde o jogador nasceu) e Cordeirópolis (cidade onde cresceu). “Tem muita criança por aí precisando de carinho, muita gente precisando de alguém que lhes dê uma mão, que lhes dê valor, que as trate de uma forma mais digna. Quero ajudar cada vez mais gente”, diz Roberto Carlos.

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