Veja também outros sites:
Home •• Revista ••• Reportagens  
Reportagens

24/06/2002

   
Felipe Barra
Thomaz não gosta de sua imagem na tevê: “Pareço um Thomaz poderoso, espécie de milagre, messias. Gosto do Tumaiz, com cigarrinho de paia, bem simples”
Leia Mais

Fenômeno de US$ 1 milhão
1
| 2 | 3 | 4

Entrevista:
“A fama me sustenta”

1
| 2 | 3

 

Capa / Thomaz Green Morton
“A fama me sustenta” - continuação

 

Quando pequeno, não queria ser poderoso?
Mais novo, eu brincava com os poderes para mostrar que continuava a ser o Mandraquinho (apelido que ganhou na infância por ser fã do mágico Mandrake, personagem de histórias em quadrinhos e desenhos). No colégio, fazia as crianças levitarem, entortava trilho de ferro de trem. Mas para o mal não funciono. Só quando um cara quis me assaltar e entortei o revólver dele.

Já foi faxineiro, office-boy, farmacêutico...
Meu pai nunca me deu uma bicicleta. Como faxineiro no Hospital das Clínicas (SP), lavava privada. Dormi num banco da rodoviária durante uma semana e tomava banho na praça da República. Pensam que ser paranormal foi fácil, que caiu um raio e o cara se iluminou. Aqui ó!

As consultas têm preço estipulado?
Faço questão que me paguem bem. Por um trabalho de energização cobro até US$ 20 mil. Essa chácara eu comprei depois que um banqueiro do jogo do bicho que energizei me deu muito dinheiro (Thomaz teria recebido, em 1981, cerca de US$ 300 mil de Ângelo Maria Longa, conhecido como Tio Patinhas, bicheiro carioca morto em 1986). Mas nunca ninguém me deu nada de graça.

Tem renda fixa?
Não. Tem mês que não trabalho. Só atendo quando sinto que posso fazer alguma coisa. Hoje, tive de ligar para o banco porque minha conta estava negativa. Mas tenho crédito pois sabem que uma hora vai entrar dinheiro. Tenho amigos que me ajudam. Há dois meses, precisei de US$ 10 mil para concluir uma obra na chácara e pedi para um dono de um laboratório. E sempre pago. Além da chácara, possuo amizades. Passou a fase que eu queria ter carro importado.

Seus funcionários o chamam de louco. Alguma vez acreditou neles?
Louco é quem faz as coisas sem pensar. Eu penso. Tenho meu lado moleque, gosto de brincar. Sou sério com meu trabalho. Fora dele, gosto de sacanagem cósmica.

O que sobrou do Thomaz que encantou intelectuais e artistas nos anos 80?
Essas pessoas gostavam do misticismo, do teatro. Mas agora o circo fechou. Tive decepções com a classe artística. O pessoal vinha aqui, vibrava, chorava, cantava e depois sumia. Pensei: “Não adianta investir na área artística”. Eu queria que o Rá e a mentalização positiva fossem divulgados. Aí, usei o meio artístico. Depois mudei para o empresariado. (Nessa hora, Thomaz desvia da conversa e aponta para o gravador que passou a deslizar sobre a mesa, como se um ímã o tivesse guiando.) Adoro brincar!

A velhice o incomoda?
Não. Sou mais vaidoso, fiquei mais civilizado. Antigamente, deixava barba e cabelo enormes. Hoje, aparo-os. Acabei com a imagem do bruxo. Mas nunca vou ficar velho, pelo menos mentalmente. Bebia 30 garrafas de vinho, 5 litros de uísque por causa de um casamento infeliz. Aí conheci a Lígia, mãe do meu filho, a pessoa mais importante da minha vida. A gente se separou e eu fui o responsável, porque não dava a ela carinho e atenção que merecia. A Lígia levantava 6h para levar meu filho para o colégio e eu chegava para deitar. Não fui um bom marido, um cara legal. Me arrependo muito.

Li que você já fez sexo levitando.
Eu? Declarei isso nos anos 80, mas naquela época eu era um porra-louca, falava um monte de besteiras. Era tudo papagaiada, eu não faço isso não, sou um cara normal.

Já se envolveu em processos judiciais?
Há quatro anos apareceu uma pessoa dizendo ser minha filha. Assumi. Ela tem 21 anos, chama-se Naira e mora no Rio. Foi isso que fez com que a Lígia se separasse de mim e fosse morar com a mãe dela. Tive uma relação com a mãe da Naira, quando a Lígia estava grávida do meu filho. Desde então, pago a Naira seis salários mínimos por mês, mas ela nunca me deu um telefonema, no Natal, no aniversário, nada.

< Anterior | Próxima >

Comente esta matéria
Clique para vê-la ampliada
EDIÇÃO 151
 
ENQUETE
Thomas Green Morton conseguirá ganhar o desafio milionário do mágico americano James Randi?
:: VOTAR ::
 
FÓRUM
O psicoterapeuta Ari Rehfeld diz que confinamento de reality show pode levar participantes à depressão e que o ponto em comum entre eles é a carência afetiva. O que você pensa a respeito? Dê sua opinião
 
 BUSCA

RESUMO DAS NOVELAS
Saiba o que vai acontecer durante a semana na sua novela preferida
JOGOS
Monte sua alma-gêmea e ganhe um papel de parede para seu computador
• Fale conosco
• Expediente
• Assinaturas
• Publicidade
| ISTOÉ | DINHEIRO | PLANETA | ISTOÉ DIGITAL | EDIÇÕES ANTERIORES | ESPECIAIS |
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE | AVISO LEGAL
© Copyright 1999/2002 Editora Três