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Reportagens

24/06/2002

   
O Rá entre
os famosos
Marcos Winter,
35 anos, ator
“A Paloma (Duarte, esposa de Marcos) sofreu uma fratura no pé e precisava de um tratamento. O problema foi apenas um pretexto para conhecê-lo. Fomos a Pouso Alegre e ficamos no sítio do Thomaz. Durante o tratamento observamos as essências que recendiam no ar, os talheres e moedas que entortavam e as luzes atravessando o quarto. Todos os fenômenos da natureza que ele evocava aconteciam, como as diversas luzes atravessando a paisagem. A Paloma e eu nos emocionamos muito. Thomaz é um fenômeno porque nossa ciência comum, cheia de paradigmas, não explica suas realizações. A Paloma e eu ficamos envolvidos com a atmosfera. Hoje temos uma relação superbacana com Thomaz. Ele é uma grande figura e curtimos bater papo com ele e ficar em sua casa.
Elba Ramalho,
50 anos, cantora
Uma vez peguei uma carona com o Thomaz. Estava no carro com uma amiga, o filho dele e uma sobrinha. Estava com medo pois era uma serra, caía uma tempestade e ele havia bebido. Raios caíam em cima do carro. De repente, ele colocou as mãos na nuca e o carro começou a andar sozinho. Thomaz ria enquanto as marchas eram mudadas sem ele mexer no câmbio. O carro andou sozinho meia hora em uma estrada cheia de curvas. Outra vez, passei uma semana na chácara do Thomaz. Ao lado dele, vi seres das naves espaciais. Eram de várias proporções e cores e andavam pelo quarto, no meu corpo, na minha testa, na minha mão, no meu peito. Também fizemos meditação em uma estrada deserta. Relampejava e ele trazia a luz dos raios até nós e a mancha na testa dele crescia.
 
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Fenômeno de
US$ 1 milhão

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Entrevista:
“A fama me sustenta”
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Capa / Thomaz Green Morton
Fenômeno de US$ 1 milhão - continuação

 

Diretor do quadro do Fantástico, o jornalista Luiz Petri, que propôs o desafio a Thomaz, tem dúvidas sobre os poderes do paranormal, mesmo se surpreendendo com algumas demonstrações. “Já o vi transmutar vinagre em perfume e entortar moedas que estavam na minha mão”, diz. Petri acredita que o sentimento de orgulho ferido aflorado com as provocações de Randi e a cobrança de admiradores fizeram o paranormal aceitar o desafio. “Não é pelo dinheiro. Já ganhei US$ 1 milhão na vida”, diz Thomaz.

Dinheiro parece não o preocupar mesmo. Desde os 33 anos, quando deixou de ser dono de farmácia, sustenta-se energizando clientes e cobrando, segundo diz, até US$ 20 mil por uma “terapia do amor”. Pelo valor, Thomaz recebe o cliente na chácara em Pouso Alegre e o energiza durante cinco dias. Às vezes não cobra nada, como fez com a atriz Paloma Duarte. “A Paloma tinha um problema no tendão e quis me dar US$ 5 mil, mas preferi a amizade dela”, diz Thomaz. O ator Marcos Winter, marido de Paloma, não confirma ter oferecido dinheiro ao paranormal.

Garantir a amizade de quem o visita, acredita Thomaz, compensa mais do que cobrar pela energização. Isso porque ele não se incomoda de recorrer a um cliente quando necessita de dinheiro. Há dois meses pediu US$ 10 mil a um amigo dono de uma distribuidora de medicamentos para concluir a construção de uma academia de ginástica na chácara. “Ele não precisa devolver o dinheiro”, diz Carlos Roberto Silva, 57 anos, dono da empresa, sem confirmar o valor. “Tem de haver uma reciprocidade. Quando estou com uma estafa, ele me energiza, transmuta açúcar em tranqüilizantes e fico bem.”

Sempre tem gente disposta a estender a mão para Thomaz. Quando tem de deixar Pouso Alegre para fazer um atendimento domiciliar, recorre a um proprietário de uma empresa de táxi aéreo que envia a ele um helicóptero – a chácara de Thomaz possui um heliporto. “Estou à disposição sempre que precisam de mim, então acho justo que estejam à minha disposição”, diz ele. Recentemente, Thomaz chegou da França, onde foi visitar o filho que estuda em Paris. Agora, prepara-se para viajar ao Japão, onde assistirá a jogos da Copa do Mundo. Nos dois casos, ganhou as passagens de amigos. “A fama me sustenta”, diz.

Conhecer a intimidade de Thomaz não é tarefa fácil. Geralmente, ele só atende os interessados sob a indicação de um amigo. Ao receber Gente, Thomaz estava de sunga em cima do telhado, lavando telha por telha com uma máquina de vapor de água. Somente três horas mais tarde, depois de tomar banho, surge de camiseta, colete, calça camuflada e cigarro de palha. Só então percebe-se a mancha vermelha que possui na testa, que chama de terceira visão. “Em 1979, tive um contato extradimensional e um raio de luz brilhou no centro da minha fronte. Desde então, passei a minar perfume das mãos”, conta.

Todo o muro que cerca a chácara “Thomaz World” é pichado com desenhos cósmicos, as iniciais do nome dele (T. G. M.) e vários Rás. A propriedade toda é protegida por uma cerca eletrificada. Chamado de louco pelos próprios empregados, Thomaz passa o dia fazendo “sacanagem cósmica”, como diz. É comum vê-lo levar o visitante até a borda da piscina para ver um suposto estrago feito por um cometa e empurrar o convidado para a água.

Separado há cinco anos de Lígia Iemini Goz, com quem viveu por 16 anos e tem um filho, Rafael Thomaz Goz Coutinho, o paranormal tem mais duas filhas, uma do primeiro casamento e outra de um relacionamento extraconjugal. Lígia, 47 anos, foi a mulher de sua vida e o filho Rafael, 22, é sua paixão. “Quando o conheci, fomos a um restaurante e ele transformou um guardanapo em dinheiro e pagou a conta”, diz Lígia. Rafael, que mora em Paris, também acumula histórias. “Meus pais dizem que aos seis meses eu entortava colheres de papinha”, conta. “Certa vez, amigos de meus pais chegaram em casa e me perguntaram onde ele e minha mãe estavam. Respondi naturalmente: ‘Meu pai se desmaterializou e minha mãe está na cozinha’.” Se Thomaz cumprir o desafio proposto, talvez esses e outros fatos sejam explicados. Se isso não ocorrer, o paranormal continuará valendo-se de uma frase aos que insistem em taxá-lo de charlatão: “O real geralmente é explicável. Quando o real não é explicável, a culpa não é do real e sim da explicação”.

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