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Na virada do século, Wei Hui e Mian Mian escreveram, respectivamente,
Xangai Baby e Bombons Chineses. Ambos falam das mudanças
por que passa a juventude chinesa, ao mesmo tempo capitalista e
comunista. Só agora os jovens vivenciam certa liberdade sexual
e experimentam drogas mais abertamente. Mas tal liberdade é
enganadora: tanto Xangai Baby quanto Bombons Chineses
foram proibidos em território chinês. São encontrados
apenas em edições piratas. No entanto, os dois livros,
fortemente autobiográficos, serviram para explicitar essas
mudanças para o resto do mundo. Agora chegou a vez de os
brasileiros conhecerem mais dessa nova realidade.
Em
Xangai Baby (Globo, 360 págs., R$ 36), Wei Hui conta
a história da garçonete Coco, que abandona o emprego
para escrever seu livro, apaixona-se por Tian Tian, um rapaz impotente
que se envolve com drogas, e também mantém um caso
com Mark, empresário ocidental e casado. Em Bombons Chineses
(Geração Editorial, 288 págs., R$ 32), Mian
Mian fala de uma personagem que sofre com o suicídio de uma
amiga ainda na adolescência e que é loucamente apaixonada
por um músico, também mergulhado nas drogas. À
parte algumas diferenças estilísticas, tanto Wei Hui
quanto Mian Mian retratam uma juventude perdida numa época
de transformação.
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