15 de novembro de 1999
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Célia Biar
Morre de câncer a atriz Célia Biar, conhecida por novelas como Estúpido Cupido e Brega e Chique, aos 81 anos

Foto: Agência Estado

A atriz Célia Raphaella Martins Biar adorava fumar enquanto jogava cartas nas horas de folga. Fumava também quando estava trabalhando e em qualquer outra situação. Apesar de ter abandonado o vício há dez anos, ela morreu no sábado 6, aos 81 anos, em São Paulo, de câncer no pulmão. “Ela fazia tão pouco caso de seus problemas que nem imaginávamos que o caso seria tão grave”, diz Rubens Biar, sobrinho da atriz. Ela estreou em 1970, em Pigmalião 70, e só parou este ano, na novela Suave Veneno - era a freira de um orfanato visitado por Carlota, personagem vivido por Betty Faria. Embora seja lembrada apenas por novelas como Estúpido Cupido, Brega e Chique e Torre de Babel, sua estréia foi em 1949, no Teatro Brasileiro de Comédia, ao lado de Paulo Autran. Ela interpretava tipos sofisticados na tevê, mas era uma pessoa de hábitos simples. “Sua maior frustração foi não ter casado nem ter tido um filho”, conta Rubens. Seu corpo foi cremado, atendendo a pedido da atriz, no Crematório da Vila Alpina, em São Paulo, no sábado 6.

Primo Nebiolo
Morre aos 76 anos o homem que transformou o atletismo moderno em um negócio milionário

Primo Nebiolo, o italiano que profissionalizou o atletismo moderno, morreu no domingo 7 vítima de um ataque cardíaco, em Roma, aos 76 anos. Como presidente da Federação Internacional de Atletismo (Iaaf) nos últimos 18 anos, ele transformou o esporte amador em um negócio milionário, expandindo o orçamento anual da organização de US$ 50 mil para mais de US$ 50 milhões por meio de patrocínios e venda de direitos de transmissão para televisão. O estilo férreo com o qual era acusado de comandar a Iaaf vem da 2.ª Guerra Mundial, quando lutou na resistência italiana e sofreu como prisioneiro das tropas nazistas. Manteve a pose de durão até o fim: em plena crise cardíaca, ele recusou a maca e caminhou até a ambulância que o levaria ao hospital.

Leon Stukelj, o mais velho medalhista olímpico do mundo, morreu na segunda-feira 8, quatro dias antes de completar 101 anos, de ataque cardíaco, em sua casa em Lubliana, capital da Eslovênia. Ele mesmo chamou uma ambulância no domingo 7, ao sentir dores fortes no peito. Stukelj ganhou duas medalhas de ouro em ginástica nas Olimpíadas de Paris, em 1924, e outra na de Amsterdã, em 1928. Ele abandonou o esporte aos 38 anos para seguir a carreira de advogado. Deixa a mulher e uma filha. Seu enterro estava previsto para a sexta-feira 12.

Donald Stewart Júnior, engenheiro que fundou o Instituto Liberal para divulgar a doutrina do livre mercado no Brasil, morreu na quarta-feira 3, aos 68 anos, vítima de câncer. Ele era presidente e principal acionista da empresa de engenharia Ecisa, pioneira na construção de shopping centers no País, e autor de três livros sobre o liberalismo. Seu corpo foi enterrado no Cemitério São João Batista, no Rio, na quinta-feira 4. Deixa cinco filhos.

Ian Bannen, ator escocês conhecido por sua atuação em filmes como Gandhi e Coração Valente, além de atuar há décadas no teatro e na tevê, morreu na quarta-feira 3, em um acidente de carro próximo ao lago Ness, na Escócia, aos 71 anos. A carreira de Bannen sempre foi de papéis secundários, tanto que foi indicado para o Oscar de ator coadjuvante pelo filme O Vôo da Fênix, de 1965. Em 1998, no entanto, ele foi protagonista da comédia irlandesa A Fortuna de Ned. Deixa a mulher com quem viveu por 21 anos, Marilyn.

O advogado Manoel da Costa Santos, fundador e atual presidente de honra da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), morreu na madrugada do sábado 6, aos 84 anos. Nascido em Sorocaba (SP), ele foi vice-presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e membro do conselho de administração da Petrobrás. Deixa esposa, filhos e netos. O corpo foi sepultado no cemitério Gethsêmani, em São Paulo, no sábado 6.

Daisy Bates, uma das líderes na luta pelos direitos civis nos Estados Unidos, morreu na quinta-feira 4, aos 84 anos. Ela teve uma infância feliz até descobrir a verdade sobre seus pais: a mãe morreu ao resistir a uma tentativa de estupro por homens brancos e o pai foi forçado a abandonar a cidade. Ao longo dos anos, Bates publicou relatos de brutalidade contra os negros em seu jornal, o Arkansas State Press, mas atraiu a fúria dos racistas ao ajudar nove estudantes negros a serem admitidos na escola estadual de Little Rock (EUA), em 1957. Foi vítima de desprezo e dificuldades econômicas desde então. Em 1996, em reconhecimento a sua luta, carregou a tocha olímpica nos Jogos de Atlanta.

 

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