15 de novembro de 1999
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Livros - Romance

A Mulher que escreveu a BÝblia
Moacyr Scliar faz versŃo inovadora de episˇdios bÝblicos

Heitor Ferraz

Foto: Ricardo Rimoli

O crítico americano Harold Bloom deu a deixa para que o romancista gaúcho Moacyr Scliar criasse um empolgante romance. A Mulher que Escreveu a Bíblia (Cia. das Letras, 224 págs., R$ 21) é baseado numa hipótese levantada por Bloom de que a primeira versão da Bíblia teria sido escrita por uma mulher, “uma pessoa altamente sofisticada, culta e irônica, destacada figura da elite do rei Salomão”. Com essa informação, Scliar colocou sua cabeça de fabulista para funcionar a todo vapor, criando uma narrativa envolvente.

No seu livro, uma mocinha de interior, vendo que seu castelo de sonhos amorosos desabara, procurou a ajuda de um picareta que descobrira uma maneira simples de ganhar dinheiro: ser terapeuta de vidas passadas. Assim, a mocinha acabou descobrindo que era uma das 700 esposas do bíblico rei Salomão. Não uma qualquer, mas uma especial: mesmo sendo a mais feia de todas, ela tinha o privilégio de saber ler e escrever muito bem - coisa raríssima para a época.

O romance de Scliar é a narrativa em primeira pessoa de uma das esposas de Salomão, aquela que ele não desejava, mas que designara para uma importante missão: ser a redatora de um livro que contaria a história da humanidade, o Velho Testamento. “Em vez de uma declaração de amor, uma proposta editorial”, conta a jovem escriba. Com isso, Scliar faz um romance no qual recria episódios bíblicos, em versões inovadoras e bastante irônicas. Cria uma inquietante fábula, entrelaçando os bastidores da corte de Salomão e o destino espelhado dessas duas moças, as de ontem e a de hoje.
Viagem ao princípio da história

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