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Poucos
dias antes de se confinar na casa do Big Brother Brasil,
Vanessa Cristina Soares Dias, a irreverente Tina do reality show
da Globo, viveu uma experiência que deixaria muitas pessoas
apavoradas. Ela e mais duas amigas foram vítimas de um seqüestro
relâmpago na Linha Vermelha quando vinham de São Paulo
para o Rio de Janeiro. Durante uma hora, Tina ficou em poder dos
bandidos. Tranqüila, não deixou o desespero tomar conta
e negociou com eles a sua libertação e das amigas.
Fiquei com um cano na minha barriga e durante vinte minutos
negociei a minha vida, conta ela, lembrando que logo depois
foi libertada na Avenida Brasil, uma das principais vias de acesso
da cidade. Saí pela rua cantando Sem Lenço,
Sem Documento.
A
coragem que demonstrou ao se livrar dos seqüestradores foi
a mesma que norteou as duas semanas em que participou da segunda
versão do programa. Tina foi até agora a participante
mais polêmica do Big Brother e conseguiu a façanha
de ser a única a não receber a solidariedade dos amigos
no dia em que foi eliminada. Faltou fair play do pessoal,
diverte-se. O fato é que as atitudes que tanto indignaram
os demais participantes, como bater panelas uma noite inteira sem
deixar ninguém dormir, boicotar uma prova na qual deixou
o grupo sem a metade do estoque de alimentação para
a semana e chamar um dos rapazes da atração de viado
renderam à emissora na terça-feira 28, dia em que
ela deixou a casa, uma audiência média de 40 pontos.
Antes de entrar no programa eu disse a eles (diretores)
que daria uma boa audiência por ser criativa, gaba-se.
Bem-humorada,
ela não está preocupada com a imagem que possa ter
passado durante o tempo em que esteve no programa. E avisa: Nunca
tive problemas emocionais ou fiz análise. Podem ter certeza
de que sou normal, garante. Ao contrário do que havia
dito inicialmente à produção do programa, quando
afirmou não ter qualquer pretensão artística,
ela conta que seu objetivo sempre foi conhecer a apresentadora Xuxa
Meneghel. Queria conhecer a Xuxa mais de perto e ter oportunidades
de trabalhar na tevê. O primeiro objetivo ela já
conseguiu. Não só conheceu a loura como ganhou um
cachorro de presente. Xuxa me aconselhou a não me expor
demais porque muita gente pode não entender minha espontaneidade.
A
irreverência de Tina conquistou as crianças. Desde
que foi eliminada, a moça já recebeu cerca de 5 mil
e-mails de fãs mirins. O amor deles é animal,
diz. Tina acredita que a partir de agora sua vida vai mudar. Quero
ter um programa infantil. Gosto de trabalhar com crianças
porque elas são sinceras, defende ela, que está
cursando o segundo ano da faculdade de Turismo. Ao contrário
do que muitos pensam, ela jura que não guarda mágoa
de nenhum dos participantes do Big Brother. Não
vou procurar ninguém, mas se receber um telefonema de algum
deles não terei nenhum problema em falar, afirma Tina.
Ela conta que esta não foi a primeira vez que enfrentou uma
reação adversa para conseguir seus objetivos. Há
dois anos, ela arrumou uma enorme confusão ao tentar assistir
ao jogo da seleção brasileira de vôlei nas Olimpíadas
da Austrália. Furei a fila e armei o maior barraco
na frente do estádio. Só parei quando consegui entrar,
recorda ela, que morou em Sydney durante dois anos.
Antes
de entrar no Big Brother, Tina trabalhava fazendo transcrições
de depoimentos de vídeos para uma produtora de São
Paulo, onde mora, e ganhava R$ 1 mil por mês. Apaixonada por
futebol, fez inúmeros testes para atuar em equipes femininas
em São Paulo. Não foi aprovada mas joga como amadora
no Centro Olímpico de São Paulo. Agora, com a fama
repentina seus objetivos são outros. Enquanto o programa
infantil não acontece, ela quer mesmo é ir à
Copa do Mundo e trabalhar como comentarista. Acho que entendo
de futebol o suficiente para não fazer feio, aposta.
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