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Renata Sorrah, 55 anos, está de volta às novelas.
Desde o último sábado a atriz está em Desejos
de Mulher como a motoqueira Rachel, que reaparece para recuperar
o instinto materno e se depara com o ex-marido Ariel (José
Wilker), um gay atormentado por uma nova paixão (Silvia Pfeiffer).
Renata falou à Gente sobre o personagem.
Dá
mais trabalho emplacar um personagem no meio da trama?
Fico rezando para não cair de pára-quedas.
É difícil entrar no meio porque já existe toda
uma pulsação dos outros atores, que tiveram mais tempo
de pegar os personagens. Mas estou adorando porque a Rachel é
uma mulher que viajou pelo mundo, numa Harley-Davidson, em busca
da liberdade.
Como
reagiria se descobrisse que seu marido era gay?
Tenho mais problemas com a traição do que com o fato
de a pessoa ser bissexual. Há casais que têm sempre
um grande amigo, ou amiga, e de algum modo um dos dois está
vivendo uma relação homossexual não declarada.
Uma traiçãozinha, tudo bem. Mas não muitas.
Raquel tinha de se separar porque Ariel traiu muito. Ela levou um
susto porque não sabia de nada. Descobriu que o marido era
homossexual no período de amamentação da filha.
O
que acha do tratamento dado aos homossexuais nas novelas?
Ainda há muito preconceito na própria
tevê. Em Torre de Babel, as personagens de Silvia Pfeiffer
e Christiane Torloni tiveram de morrer. Acho que o Euclydes está
acertando com o Otávio (Müller) e o Wilker. É
leve, engraçado, não tem aprofundamento psicológico,
então não fica pesado.
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