 |
| Fama:
o velho programa de calouros com toques de sofisticação e apelo
como nos musicais americanos |
As
tardes de sábado costumavam ser uma dor de cabeça
para a Rede Globo. A principal causa era o Programa Raul Gil,
da Record, que liderou a audiência no horário por longos
meses.
Mas
finalmente a cura para tal mal-estar parece ter sido descoberta.
Mais uma vez o formato reality show é a panacéia
que traz alívio para crise de audiência, e a supremacia
das tardes de sábado tem voltado às mãos globais.
Primeiro,
o Caldeirão do Huck, com o quadro Amor a Bordo,
ganhou uma injeção de ânimo e pontos no Ibope.
Agora é a vez de Fama se consolidar como uma atração
de sucesso. Há várias semanas, sua audiência
tem batido de longe o veterano animador da Record. No último
dia 1º, foram 20 pontos a 11.
Ironicamente,
o programa da emissora carioca usa como base um show de talentos
musicais o velho e bom programa de calouros, só que
com banho de loja , justamente o ponto alto do tradicional
Raul Gil.
Atribuo
o sucesso ao trinômio qualidade dos candidatos, excelência
do repertório e formato atraente, que junta reality show
com musical e interatividade, explica Luiz Gleiser, diretor
de Fama. O show de sábado é o clímax
do desenvolvimento da novela do dia-a-dia, em ritmo de grande espetáculo
musical. Acreditamos que isso cria o círculo virtuoso de
envolvimento do público, completa. Com Fama
fazendo jus ao nome, Gleiser diz que são grandes as chances
de uma segunda turma entrar para a academia, após o fim da
primeira edição.
|