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| Marisa:
voz e ótimas performances no palco |
Na
segunda metade dos anos 80, quando o rock nacional vivia seu grande
boom, bandas como Ira!, Titãs, Legião Urbana e Capital
Inicial levavam o show biz a sério e arrastavam multidões.
Mas esse era um tempo também em que nas pequenas casas noturnas
e centros culturais havia gente que se arriscava em inovações
sonoras e, o melhor, com bom humor e despretensão. Aos poucos,
nomes como Os Mulheres Negras, Nouvelle Cuisine e Luni passaram
a ser vistos como a vanguarda do cenário nacional. Esse último,
uma banda com nove integrantes que fazia de seus shows performances
divertidíssimas, acaba de ter seu único disco relançado
pela gravadora Warner. Marisa Orth, vocalista e integrante mais
ilustre da banda, falou à Gente sobre a volta
do grupo, que deve fazer shows comemorativos.
Como
surgiu essa volta?
Na verdade foi uma coisa da gravadora. Aí a gente se reuniu
para fazer alguns shows comemorativos, quando todos os integrantes
conseguirem tempo para se encontrar. Já fizemos três
em São Paulo, e foram ótimos.
Você
acha que o som da banda continua atual?
O barato do Luni é que as músicas são atemporais.
O Luni é o Luni, não está preso numa época.
O som reflete a diversidade dos integrantes do grupo, que tem atriz,
paisagista, artista plástico, web designer. Estou muito feliz
que o disco esteja sendo relançado. O que fizemos na época
foi uma pesquisa musical ousada que foi bancada pela Warner. Isso
é superdifícil de acontecer hoje em dia.
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